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"O que me motiva é saber que posso fazer a diferença na vida das pessoas"

A diretora clínica do Santa Maria, a médica Monik Moura, fala de como é estar à frente de um dos hospitais de maior credibilidade do Piauí. 

10/01/2019 14:21:00 - Postado há 6 dias
A diretora clínica do HSM, Monik Moura, frisa o acompanhamento humanizado como base para um atendimento de qualidade
Quem chega ao Hospital Santa Maria e precisa resolver algum assunto com a dra. Monik Moura, diretora clínica daquela unidade de saúde, dificilmente irá encontrá-la sentada atrás de uma mesa, resolvendo problemas burocráticos. Não que isso não faça parte do seu trabalho, assim como o atendimento no consultório, mas será mais fácil localizá-la acompanhando um caso clínico mais complexo na urgência ou verificando o andamento das consultas eletivas no ambulatório.
 
Isso porque uma de suas principais atribuições envolve averiguar de perto todas as atividades clínicas do hospital e mesmo aquelas referentes ao atendimento nas recepções. A consequência direta do seu trabalho como diretora foi a aquisição de um olhar mais ampliado sobre o que significa qualidade nos serviços de saúde, que, para a dra. Monik, depende, prioritariamente, de uma equipe de profissionais competentes, articulados entre si e da valorização da relação médico-paciente.
 
Conhecer um pouco mais as responsabilidades dessa jovem médica de 31 anos, que aposta no atendimento humanizado, possibilitou também conhecer o funcionamento do Santa Maria, um dos hospitais de maior credibilidade do Piauí. Mas nada como a própria entrevistada falar por si, então, vamos a ela!

Med Imagem - Como foi aceitar esse desafio de assumir a diretoria clínica do Santa Maria?
 
Dra Monik Moura - Foi bem bacana porque de fato é um desafio, mas é muito gratificante por perceber que as ações têm um impacto direto na assistência. 
 
MI - E como foi passar do consultório para a gestão médica do hospital?
 
MM - Foi bem interessante porque como gestora você acaba vendo outras vertentes da assistência hospitalar e abraçar essa função me deixa feliz. Sou realmente grata ao dr. Cerqueira e ao dr. Aluísio Luz, que acreditaram em mim, e a todos os colaboradores que me elegeram para esse cargo. 
 
Nós prezamos muito a assistência humanizada, todo paciente merece um atendimento especial.
 
MI - Para termos uma ideia melhor do seu trabalho, nos fale um pouco das suas atribuições?
 
MM - Tenho como trabalho zelar pela assistência médica do hospital em todas as suas instâncias, verificando se os pacientes estão sendo bem atendidos, se as internações contam com médico-assistente e se as avaliações e prescrições estão adequadas. Também procuro ficar a par dos casos clínicos mais difíceis, busco acompanhar as atividades em todos os setores para saber se estão correndo bem.
 
MI - Atualmente, quais são os serviços de saúde oferecidos no hospital?
 
MM - O hospital oferece consultas eletivas, exames, atendimentos de urgência 24 horas e 112 leitos de internação, dos quais, 20 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 
 
MI - Além de toda essa estrutura, qual o outro diferencial no atendimento?
 
MM - Aqui, nós prezamos muito a assistência humanizada, todo paciente merece um atendimento especial. Eu fico bastante tempo no hospital e procuro sempre averiguar isso. Temos também um corpo clínico competente e acessível e uma excelente equipe multidisciplinar que acompanha os pacientes internados.
 
Para ser um bom médico é preciso gostar de gente, se sentir bem na função. 
 
MI - Entre os destaques, a sra. frisou a equipe de internação, explique um pouco mais como é o acompanhamento aos pacientes internados?  
 
MM - A equipe é focada no bem-estar do paciente e busca agilizar o diagnóstico e tratamento adequados, com discussão dos casos e organização. Além do médico-assistente, o  paciente pode contar com o hospitalista, que junto aos profissionais de enfermagem e fisioterapia, verifica se está correndo tudo bem com os tratamentos prescritos, se houve alguma intercorrência, se há um quadro mais grave com a necessidade de uma outra intervenção, contribuindo ainda para agilizar na alta do paciente. A sua presença e a de ótimos especialistas na área de neurologia, cardiologia, oncologia, infectologia, cirurgia, dentre outras, torna o atendimento mais seguro e eficiente. 
 
MI -  Diante da sua experiência enquanto médica e diretora de um grande hospital, como a sra. avalia o exercício da medicina na atualidade e, dentro disso, o que é mais importante destacar para essa nova geração de médicos e médicas que estão se formando agora?
 
MM - A tecnologia avança rapidamente, a cada dia que passa nós temos mais ferramentas tecnológicas para melhorar a assistência ao paciente, no entanto, a gente não pode esquecer a importância de uma cuidadosa anamnese e a relação médico-paciente, assim como um bom exame físico. Por isso, é necessário olhar para o paciente de forma especial, examinar, tocar, avaliar, porque isso contribui para o estabelecimento da confiança e facilita a coleta de informações.
 
MI - Pelo que entendi, é importante que o atendimento não seja mecânico e isso passa por uma audição atenta do paciente...
 
MM - Sim, as informações que conseguimos colher são preciosas para qualquer diagnóstico e uma boa relação médico-paciente contribui na adesão ao tratamento. Para ser um bom médico é preciso gostar de gente, se sentir bem na função. Nós lidamos com pessoas o tempo todo e elas chegam vulneráveis, precisando de um olhar especial.
 
Devemos atender o paciente como gostaríamos de ser atendidos.
 
MI - Diante disso, como a sra. promove o engajamento de seus colaboradores, entre médicos, atendentes, enfermeiros?

MM - Acredito que a chave é o diálogo, devemos atender o paciente como gostaríamos de ser atendidos e a gente precisa discutir todos os pontos relacionados a isso. Estamos sempre conversando sobre as formas de melhorar a nossa assistência. Para tanto, pesquisamos a satisfação do cliente, perguntamos como ele se sentiu durante a sua chegada, na internação, se ele tem alguma sugestão, e com base nesse retorno, a gente conversa e avalia a conduta. Aqui é um ambiente muito bom de trabalho e se torna fácil o diálogo. Nós zelamos pelo bom relacionamento da equipe e todo mundo colabora nesse sentido.

MI - Por fim, nos diga, qual o seu principal motivador para desenvolver o trabalho aqui no Hospital Santa Maria?

MM - Eu acredito que o que me motiva é saber que eu posso fazer a diferença na vida das pessoas, que eu posso ajudar alguém por meio do meu trabalho. O sentido é realmente fazer a diferença...é isso. (sorri)
 
Por Catarina Santiago

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