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Como encontrar seu propósito em 6 passos

As dicas de Arnaldo Neto podem ajudar a quem está insatisfeito com a própria vida e quer mudar. Ele acaba de lançar o livro Vivendo de Propósito, em que compartilha a metodologia que desenvolveu.

17/02/2020 12:52:00
Imagem: iStock

Foi com “vai seguir seu caminho”, dito pela mãe, que Arnaldo Neto criou coragem para se desligar da empresa da qual era sócio, arrumar as malas e partir para uma viagem em busca de si mesmo. Ainda que, aos 25 anos, tendo criado uma agência de marketing que conquistou clientes como Canal Off, Multishow e NBA, e tornou-se referência na área, sentia que pertencia a outro lugar. Mas qual?

Recorreu à infância. Quando menino, vestia a fantasia de super-herói, acomodava-se perto da janela e fitava os olhos atentos na rua, esperando a oportunidade de salvar alguém, como nas histórias que lia. Não demorou muito até que percebesse o que queria: ajudar. Assim, começou uma jornada que envolve sentido, propósito, missão – e como auxiliar as pessoas a trilharem seus próprios caminhos.

No começo da nossa conversa, Arnaldo alertou que propósito não é passe de mágica, que acrescenta um filtro cor-de-rosa à vida. “A expectativa de que, um belo dia, você vai acordar, descobrir qual seu propósito e só ter dias incríveis é mentirosa”, confessa. Saber o porquê e para que estamos aqui serve para nos manter confiantes em nosso próprio caminho, encarar com mais leveza as dificuldades e contribuir com os outros. Tem que reverberar. Se termina na gente, não é propósito, é egoísmo disfarçado.

Ele falou sobre os principais aprendizados ao longo da sua trajetória conduzindo pessoas na busca pelo encontro da vocação. Esperamos que te ajude também.

1 – Propósito se manifesta com a prática

Isso significa dizer que propósito não é sinônimo de trabalho. A atividade que desempenhamos profissionalmente pode nos ajudar a colocar esse propósito em ação, mas ele não se esgota nesse ambiente. “Outra coisa importante é que de nada adianta você descobrir seu propósito se deixá-lo num papel pregado na porta da geladeira”, compartilha Arnaldo. Tudo bem, você sabe a que veio, mas agora precisa colocar isso no mundo. A prática também mostra que, às vezes, só na imaginação ou nos exercícios mentais, é difícil descobrir o que nos move e o que gostamos de fazer. É só fazendo, testando, experimentando, que reconheceremos no que somos bons e o que faz sentido pra gente.

2 – Busque olhar para o que te incomoda

O propósito está, de alguma forma, relacionado à dor de cada um. “Hoje, ajudo as pessoas nesse caminho, porque sei o quanto foi difícil sentir que eu não tinha um porquê”, diz Arnaldo. Se o nosso propósito vem da nossa dor, ninguém melhor que nós mesmos para falar às pessoas o que aprendemos com esse sofrimento. Então, sabe aquela voz que sempre surge tentando minar nossas atitudes quando, finalmente, decidimos tirar os planos do papel? “Ei, o que você está fazendo? Saia daí, que vergonha”, é a acusação que ela nos faz. Pois bem, será mais fácil silenciá-la se soubermos que o maior especialista é aquele que fala sobre o que ele vive – e não o que ou como ele acha que é estar na pele de quem viveu.

3 – Estabeleça prioridades

Se qualquer coisa serve ou se tudo é essencial, perdemos a clareza do nosso propósito. Você pode ser bom em muitas coisas, gostar de diferentes tarefas, se engajar em diversas causas, mas sempre há uma que faz mais sentido, que ressoa, que sai de você e toca o outro. Determinar um tempo para se dedicar ao que é prioridade é uma forma de não se deixar levar pela correria da rotina, das obrigações e das responsabilidades e chegar ao fim da vida sem saber de que forma contribuiu para tornar o mundo um lugar melhor.

4 – Entenda o que é importante para você

Em conversas sobre autoconhecimento, fala-se muito dos valores que temos. Arnaldo alerta que eles não são características. Você ser honesto, por exemplo, não é um valor. Valores estão relacionados àquilo que é importante para cada um de nós. No caso, honestidade. Sabe aquela história de escolher as batalhas que queremos enfrentar? Geralmente, sempre optamos por aquelas que ferem questões essenciais para o nosso ser. Tente identificar o que é importante para você. O mais curioso é que Arnaldo diz que esse exercício tem que ser feito pensando nos acontecimentos da nossa vida. Nos dias em que você esteve mais feliz, ou mais triste, ou mais frustrado… o que havia de comum em todos eles? Pode haver uma pista aí.

5 – Olhe para o que você já faz

Ao invés de sair desesperadamente tentando encontrar um propósito perdido, Arnaldo sugere que busquemos por ele naquilo que já fazemos. Sabe essa atividade que você não considera ideal, mas segue fazendo, porque é o que paga as contas no fim do mês? Então, não precisa largar tudo, arriscar o que tem e o que não tem. Tente olhar para sua realidade com outros olhos. De que forma é possível melhorar o ambiente? Como ajudar as pessoas que o compartilham com você? Como você pode impactar positivamente a vida dos que são, direta ou indiretamente, atingidos pelo seu trabalho?

6 – Entenda que é um processo

Por fim, não se desespere. Arnaldo garante que todo mundo pode encontrar seu propósito, uma missão nobre. Mas, se ficarmos apegados a descobri-la rapidamente e a todo custo, vamos emperrar em algum ponto. A grande questão é, todos os dias, levantarmos dispostos a fazer o melhor que podemos. O propósito aparecerá. Porque, no fundo, ele não deixa de ser uma viagem (que só se faz com o passar dos dias, com o tempo): uma viagem para dentro de nós mesmos. E, por vezes, ela é demorada.

Fonte: Vida Simples
Edição: C.S. 

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