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Amamentar é um ato de amor: benefícios do leite materno

De 1º a 7 de agosto celebrou-se o Dia Mundial do Aleitamento Materno, cujo objetivo foi promover a amamentação de maneira ampla.

08/08/2016 09:52:00

O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. Nele estão contidas proteínas, vitaminas, gorduras, inclusive água, essenciais para o completo e correto desenvolvimento dos pequenos. Além disso, contém ainda anticorpos e imunoglobulinas que atuam na prevenção de doenças. A nutricionista Arianne Sousa, que integra a equipe multidisciplinar do Programa Saber Viver da Humana Saúde, explica que é crucial o aleitamento materno até os seis primeiros meses de vida, pois o leite materno atenderá a todas as necessidades nutricionais que a criança precisa.

“É crucial que o bebê apenas mame no peito até os seis meses de vida. O leite da mãe contêm todos os nutrientes que ele necessita neste período, inclusive a de água. A gente mora em um estado, numa região, que é muito quente e algumas mães amamentam e ainda dão água e não tem essa necessidade. O leite de cada mãe é completinho e atenderá a todas as necessidades de cada bebê. As crianças que precisam tomar leite artificial estão mais sujeitas a desenvolver doenças, obesidade com o avançar da idade, diabetes e alergias alimentares. O leite materno tem todos os anticorpos e as imunoglobulinas que o bebê precisa pra fortalecer o sistema imunológico que ainda não está totalmente amadurecido”, pontua.

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Nutricionista Arianne Sousa.

A inclusão de novos alimentos e líquidos no cardápio dos pequenos é recomendada, somente depois dos seis meses de idade. “A partir do sétimo mês já pode começar a dar água, suco. O ideal é diluir o suco da fruta em mais da metade de água. A introdução de vegetais bem cozidos como, por exemplo, abóbora e batata inglesa também é indicada. Não se recomenda alimento com sabor muito forte, agressivo. Pode acabar confundindo o paladar da criança. Isso é outro ponto muito importante. Quando chega os sete meses as mães fazem logo uma sopa ou canjinha com todos os alimentos juntos. O certo é oferecer um alimento apenas. Um pedacinho de cada por vez para que o bebê vá sentindo os sabores individuais e depois o conjunto deles, se não, acaba afetando o paladar e a criança cresce não gostando disso, daquilo. Por isso, é preciso ter cuidado com as escolhas”, alerta a profissional.

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É comum, principalmente nos casos das mamães de primeira viagem a dúvida em relação à alimentação dos seus bebês, após o término da licença maternidade, que na maioria dos casos ocorre aos quatro meses de vida do filho. A nutricionista Arianne fala que é fundamental, neste período, manter o leite materno como único alimento da criança e que a retirada e armazenamento do mesmo requer toda uma técnica.

“Primeiro a mãe irá utilizar um recipiente de vidro, com tampa de plástico, no caso aqueles de café para armazenar o leite, porém tem que esterilizar o vidro e tampa com água fervente por pelo menos vinte minutos e deixar secar ao ar livre. Nunca secar com pano. Depois a mãe higieniza bem as mãos, prende os cabelos e lava a região dos seios com água. Nunca lavar com sabonete, pois resseca o mamilo e pode causar fissuras, rachaduras e dor. Vou ensinar agora a forma correta de retirada do leite. Basta posicionar o dedo indicador e o polegar como se fossem uma pinça na região da aréola (parte mais escura do seio) e começar a empurrar pra dentro, apertar e soltar até que o leite comece a gotejar. Em alguns casos o leite sai ejetando, bem rápido e em outros sai em gotinha e a mãe tem que ter paciência. As mães que optam pelas bombas irão sim retirar o leite de maneira mais rápida, porém a pressão que faz no seio, aquela sucção, vai ressecar o mamilo e pode acabar também machucando”.

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Outro ponto importante é a questão do armazenamento do alimento. A profissional informa que caso seja guardado na geladeira é recomendado o consumo em até no máximo 12h. Se for conservado no congelador consumir em até 48h.  Ela alerta ainda sobre o uso de mamadeiras e chupetas.

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“O ideal é dividir o leite em vários vidros para não ter que amornar todo. Outro modo é amornar em um copo de vidro. Um erro comum é dar o alimento em mamadeira. Tem que utilizar copo de vidro. Nunca mamadeira. Encosta o copo próximo à boca do bebê e ele vai começar a sugar sozinho. Vão surgir no leite algumas bolinhas que será dele puxando o leite. Cuidado, nada de virar duma vez, pois a criança pode broncoaspirar e se engasgar. A mamadeira e chupeta são péssimas pra saúde da criança. Anatomicamente as duas são bem diferentes do mamilo. Embora as indústrias estejam tentando aprimorar pra que fique o mais parecido possível, não são. A criança que passa muito tempo tomando leite em mamadeira ou usando chupeta vai começar a alterar os dentinhos quando começarem a crescer. As crianças normalmente respiram pelo diafragma e muito pouco pelo pulmão e ai se você oferece altera, além da respiração o palato que é conhecido como o céu da boca e quando a criança for para o peito da mãe começa a pegar diferente. Não vai fazer a sucção como deve e não irá se alimentar da maneira que deveria. Uma vez que ele não suga direito à produção de leite da mãe vai diminuindo.”, afirma Arianne.

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“Não deixar que o bebê durma a noite toda”, esta é outra recomendação da nutricionista. “Principalmente os recém-nascidos têm que obrigatoriamente mamar pelo menos três vezes durante a noite, ou seja, de três em três horas. Uma mamada completa demora em média 40 minutos e esse leite vai diferir a composição em todas as etapas. O primeiro leite que sai é um pouco mais clarinho. Nele terá basicamente água, as imunoglobulinas e os anticorpos. O leite de dez a vinte minutos de mama já será mais equilibrado em proteínas, carboidratos e lipídios. E o leite do fim da mamada que é perto de meia hora a quarenta minutos será rico em gordura boa. O leite do finalzinho da mamada é que vai favorecer o ganho de peso do bebê. Outra coisa, após cada mamada tem que esperar a criança arrotar para então pôr pra dormir. É certo que as mães ficam esgotadas, mas é necessário”, explica.

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A forte ligação afetiva com a mãe que transmiti ao filho segurança, carinho e amor, durante a amamentação interfere também no desenvolvimento emocional, psicomotor e nas relações interpessoais futuras da criança. “Quando a mãe estiver amamentando o filho é importante que ela olhe nos olhos dele. O bebê tem que se sentir amado, seguro. Ele precisa sentir esse contato. Além, é claro, de promover a flexibilidade na articulação das estruturas do bebê, através do estimulo da respiração. A amamentação também traz vantagens para a mãe tais como maior segurança; queima de calorias de modo a ser mais fácil voltar ao seu peso normal; o útero regressa mais rapidamente ao seu tamanho normal, dentre outras”, elenca a profissional.

Campanha

De 1º a 7 de agosto celebra-se o Dia Mundial do Aleitamento Materno, cujo objetivo é promover a amamentação de maneira ampla. Com o tema “Presente saudável, futuro sustentável” a ação alertou sobre os benefícios da amamentação e seu impacto nas esferas econômica, social e ambiental. No Brasil, a ação foi coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

G.C

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