Publicado em: 06/02/2009
Saiba mais sobre hiperatividade
Gorete Oliveira, psicóloga do Prontomed Infantil Uma queixa cada vez mais comum nos consultórios pediátricos e de psicoterapia infantil é a de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade(TDHA). Existem hoje formas eficazes de controle, principalmente por meio do uso de medicamentos e terapias comportamentais.
Entretanto, o primeiro obstáculo para o tratamento é a dificuldade em fazer corretamente o diagnóstico. É tarefa delicada distinguir o excesso de agitação próprio da infância de um quadro definido de TDHA.
Algumas crianças desenvolvem o transtorno bem precocemente, porém, antes dos quatro ou cinco anos é muito difícil se fazer um diagnóstico preciso.
O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é mais conhecido em crianças, mas pode se perpetuar na vida adulta, e a falta de tratamento pode desencadear outros distúrbios.
A Hiperatividade impede a criança de manter a atenção e o interesse por muito tempo ocasionando assim um baixo rendimento escolar por não conseguir manter a concentração em uma só tarefa.
As principais características para o reconhecimento do TDHA são a hiperatividade, o distúrbio de atenção (ou concentração), a impulsividade e a agitação. Como conseqüência desses sintomas, podem surgir, muitas vezes, outros problemas.
Alguns autores (Hallowel e Ratey, Rohde et al., dentre outros) organizaram um apanhado de características, baseados nos dados apresentados pelo DSM-IV, que ajudam na identificação, classificando-o em três tipos clínicos:
Podemos considerar que uma criança tem TDAH do tipo DESATENTO, quando ela apresenta seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção – persistentes por mais de seis meses em uma intensidade que prejudique seu desenvolvimento:
- Freqüentemente não presta atenção a detalhes e comete erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho, quando adulto, ou outras atividades;
- Encontra dificuldade em manter a atenção em tarefas ou brincadeiras;
- Parece não escutar quando falam diretamente com ela;
- Freqüentemente não segue instruções e não termina tarefas escolares e atribuições domésticas;
- Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;
- Reluta em começar tarefas que exijam esforço mental ou evita-as (tais como tarefas escolares e domésticas);
- Perde objetos necessários para as tarefas e as atividades;
- Distrai-se facilmente por estímulos externos;
- Freqüentemente se esquece de atividades diárias.
Podemos entender que uma criança tem TDAH do tipo HIPERATIVO/IMPULSIVO quando apresentar seis ou mais dos seguintes sintomas – persistentes por mais de seis meses – em uma intensidade que prejudique sua adaptação ao meio e influencie negativamente no seu desenvolvimento:
HIPERATIVIDADE
- Agita as mãos ou os pés ou não pára sentada na cadeira;
- Sai do seu lugar na sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentada;
- Corre em demasia, em situações inadequadas;
- Com freqüência tem dificuldade para brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;
- Esta sempre em movimento;
- Habitualmente fala em excesso.
IMPULSIVIDADE:
- Usualmente dá respostas precipitadas, antes de as perguntas terem sido completadas;
- Comumente tem dificuldade para aguardar sua vez em jogos ou situações de grupo;
- Interrompe ou intromete-se nas atividades dos outros.
Ainda há critérios adicionais que podem ser úteis no diagnóstico:
- Os sintomas devem estar presentes antes dos sete anos de idade;
- Algum comprometimento pelos sintomas está presente em dois ou mais ambientes (escola, trabalho, lar e outros).
Quanto ao TDAH do tipo MISTO, a criança apresenta uma desatenção evidente, sendo acompanhada de uma hiperatividade e impulsividade também evidentes.
REFERÊNCIAS:
FACION, José Raimundo. Transtornos do desenvolvimento e do comportamento. 3 ed. rev. Atual. Curitiba: Editora Ibpex, 2007.
Por Gorete Oliveira, psicóloga do Prontomed Infantil
Edição: Clarissa Poty
06.02.2009
Comentários
Últimas: Prontomed Infantil
- 30/01/2012 - Oncopediatria é o mais novo serviço do Prontomed Infantil
- 27/01/2012 - Ter amigos reduz nível de stress em crianças, diz estudo
- 24/01/2012 - O que fazer num ataque de birra, segundo a ciência
- 18/01/2012 - Por que reduzir o sal no prato do seu filho?
- 10/01/2012 - Dieta equilibrada pode beneficiar crianças hiperativas, diz estudo
- 28/12/2011 - Está na hora da soneca
- 20/12/2011 - Dicas para fazer as crianças comerem direito nas férias
- 16/12/2011 - Programa de educação continuada promove palestra sobre noções de hematologia
- 13/12/2011 - Crianças estressadas têm mais alergias
- 12/12/2011 - EUA revisam normas de segurança para bebês
- Veja Mais




