Publicado em: 11/01/2008
Refrigerantes: aprecie com moderação
A alimentação das crianças merece cuidado especial Em casa, na escola, nos aniversários, nas lanchonetes e nos restaurantes. Independente dos lugares freqüentados, os refrigerantes estão presentes por toda parte. Apesar de apresentar-se com um grande prazer para a maioria dos paladares, o seu consumo exagerado pode representar riscos para a saúde.
Isso porque a sua ingestão leva a um alto consumo de calorias, uma vez que o mesmo é composto, em grande parte, de água misturada com açúcar ou adoçante artificial, além de aromatizantes e corantes.
Portanto, quando o assunto é refrigerante, vale uma atenção especial com as crianças, para que se evite problemas como o excesso de peso e o aparecimento de cáries. Nessa fase, portanto, a atenção dos pais, que devem dar bons exemplos aos filhos, é mais do que fundamental. De acordo com a nutricionista do Medplan, Dra. Ana Maria dos Santos, o “pecado” estar em colocar o refrigerante do dia-a-dia da família.
“Não faz mal a criança tomar refrigerante esporadicamente, como nos aniversários. O que é errado é inseri-lo nas refeições diárias”, ressalta a nutricionista. Acrescenta ainda que não adianta os pais terem esse hábito e tentar proibir o consumo por parte dos filhos. “A criança copia o que os pais fazem. A alimentação da família interfere diretamente na sua dieta”, explica. Assim, nada melhor do que o bom exemplo.
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Refrigerantes não devem ser consumidos diariamente |
No entanto, o que se percebe durante as refeições é a substituição de bebidas saudáveis, como leite e sucos naturais, por refrigerantes. Como resultado, deficiências de vitamina A, cálcio e magnésio, nutrientes muito importantes para o organismo. E mais: a grande quantidade de fósforo dessas bebidas pode atrapalhar a completa absorção de cálcio dos alimentos, o que, no futuro, pode acarretar a osteoporose.
Como conseqüência, Dra. Ana Maria destaca também a alteração nas taxas de triglicerídeos (gordura) e glicose, o que favorece o aparecimento de diabetes. “Novas pesquisas já constataram diabete tipo 2 em crianças, um problema decorrente das deficiências na alimentação, como o consumo exagerado de refrigerantes, massas, doces, frituras etc”, alerta.
Além disso, o gás do refrigerante produz certa distensão gástrica, inibindo o apetite e reduzindo o consumo de alimentos muito importantes para o organismo. Por irritar a mucosa gástrica, também pode desencadear gastrite e úlcera. Aumento ainda o refluxo e as esofagites.
No caso de refrigerante tipo cola, existe a presença da cafeína na sua composição. Tal substância é estimulante do sistema nervoso central, que quando ingerida em excesso pode causar dependência.
Até mesmo os considerados “zero” e “light” são prejudicais, pois são ricos em cloreto de sódio, que, associados a outras substâncias durante a alimentação, prejudicam pessoas com hipertensão.
Dayanne Holanda
Com informações do Vya Estelar
11.01.2008
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