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Publicado em: 03/09/2007

Qual esporte é ideal para o meu filho? Ele deve competir?

O esporte pode ser considerado um valioso instrumento para o desenvolvimento dos jovens. Como tantas coisas na vida o esporte por si só não tem o “poder” de promover benefícios, sejam psíquicos, físicos ou sociais. Tais benefícios serão possíveis se determinada prática esportiva for desenvolvida através de uma excelente qualidade profissional e pessoal daqueles que orientam e influenciam o jovem, especialmente pais e profissionais do esporte. 

Para os pais um dilema natural é saber qual esporte o (a) filho (a) deve praticar. Essa questão é sempre polêmica, mas não muito difícil de resolver quando pensamos com tranqüilidade.

O primeiro fator é diagnosticar se o (a) jovem tem algum problema de saúde que o impeça de praticar esportes. Resolvido essa questão devemos considerar que os pais podem influenciar seu filho (a) a praticar um ou outro esporte. Afinal de contas não só o esporte, mas muitas coisas na vida são “apresentadas” às crianças e jovens pelos pais. O que deve ser feito a seguir é avaliar, depois de um período de prática (definido pelo profissional em conjunto com os pais), se o filho (a) está feliz com o esporte em questão, isso se estenderá até o período de treinamento e competições típicos da adolescência.

Brincar ou competir?

Outro dilema que muitos adultos enfrentam é sobre as questões relativas à competição e à ludicidade. Muitos enxergam esses dois fenômenos conflitantes, embora não sejam. Não existe garantia que uma atividade seja lúdica ou não. A ludicidade de uma atividade depende da avaliação subjetiva daquele que a vivencia.
 
Aquilo que é lúdico para alguns pode ser visto por outras pessoas como algo aborrecedor e vice-versa.

Então, o que é lúdico? Tudo é lúdico quando atende os requisitos da espontaneidade (auto-expressão), funcionalidade (eficácia) e da satisfação (alegria, bem- estar). Quando uma atividade atende tais quesitos, aí sim ela pode ser considerada uma atividade lúdica. Nesse sentido até mesmo o trabalho pode ser lúdico. Acontece que existem atividades que carregam consigo uma tendência natural para o lúdico muito grande, como a música, as artes e o esporte. Assim como todas essas atividades, portanto, a competição poderá ser lúdica ou não.

O esporte incentiva a auto-realização e auto-superação
Quando a experiência competitiva gera excessiva ansiedade, saturação psicofísica, restrição ao lazer e ao convívio familiar, pressão exacerbada dos adultos e outras, o esporte competitivo se tornará um empecilho ao bem-estar do jovem. No entanto, quando a competição é encarada como divertimento, providencia o hábito de competir positivamente, proporciona participação efetiva, incentiva à auto-realização e a auto-superação do jovem, a experiência lúdica estará presente e o bem-estar do jovem providenciado.

A influência do esporte na vida dos jovens (notadamente entre 12 e 18 anos) poderá ser positiva para tanto, algumas qualidades devem ser promovidas pelo processo aprendizado-treinamento e competições: desenvolvimento de habilidades psicofísicas gerais, experiências de diferentes emoções, melhor auto-estima, melhoria dos níveis de aptidão física, socialização e coragem diante desafios. Ao adquirir consciência dessas possibilidades, pais e profissionais envolvidos no processo competitivo infanto-juvenil terão como objetivo básico o bem-estar e o desenvolvimento pessoal do jovem atleta. O desenvolvimento pessoal e as vitórias serão particularidades advindas de uma experiência prazerosa e duradoura.

Atitudes positivas dos pais

a) Motivação em fornecer oportunidades e condições para a prática esportiva;
b) Mostrar que acredita nos valores positivos do esporte;
c) Ser ativo frente ao esporte atual (procurar ter conhecimento, freqüentar, ser expectador e outros);
d) Reconhecer algum tipo de experiência positiva esportiva em suas vidas que lhes ajudou de alguma forma (saúde, auto-estima, por exemplo);
e) Participar, em algum momento, de atividades esportivas junto com o (s) filho(s).

Por outro lado, profissionais que trabalham com jovens no esporte competitivo precisam exercitar as funções de serem criativos, otimistas, conhecer bem o esporte, transmitir valores educativos e morais, mostrar que a competição é apenas mais uma etapa na vida, valorizar o jovem e ser um líder de alta qualidade profissional e pessoal.

O esporte competitivo pode proporcionar valores positivos ou negativos aos jovens. Honestidade, confiança, espiritualidade, humildade, esperança, liberdade, desonestidade, insensibilidade, vaidade, desrespeito, individualismo e opressão. Todos esses valores estão lado a lado no esporte, cabe aos adultos mostrarem e exemplificarem aos jovens qual a melhor escolha.

 

Fonte: UOL
Edição: F.C.
03.09.2007


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