Publicado em: 29/07/2011
O que pode ser considerado o primeiro passo para a obesidade?
De acordo com a pediatra Fabíola Suano de Souza, em palestra organizada pela Nestlé, além da genética, a fase intrauterina e do aleitamento materno são importantes para se reconhecer a possibilidade do desenvolvimento da obesidade no adulto.
“Uma mãe que tenha tido algum problema de saúde ao longo da gravidez provavelmente dará à luz uma criança abaixo do peso – inferior a 3,2 kg. E um bebê que passe fome na barriga, tem grandes chances de desenvolver obesidade na fase seguinte”, explica. Mas essa é só uma das causas.
A amamentação exclusiva exigida pelos médicos até, no mínimo, o sexto mês de vida, contribui também para aumentar a lista: “O aleitamento materno reduz de 20 a 30% as chances da obesidade ser diagnosticada na fase adulta, pois ele contribui para a redução da massa gorda da criança”.
Além disso, é nesse momento que o bebê começa a desenvolver o seu comportamento alimentar e a autorregular a saciedade, devido à presença do hormônio leptina e à liberdade de “largar o peito” quando se sente satisfeito. No caso da mamadeira, a alimentação costuma se encerrar somente quando o conteúdo é completamente consumido, mesmo que ele seja superior à fome da criança.
Para completar, o leite possui ainda uma distribuição adequada de macronutrientes, baixa taxa de proteínas e uma composição nutricional capaz de proteger o bebê de doenças: benefícios inexistentes no leite de vaca. Outra vantagem, é que a cada mamada ele tem um sabor diferente, que está diretamente ligado à alimentação da mãe. Ou seja, não enjoa.
Ao pular essa etapa, a criança tende então a consumir mais cedo alimentos que não são indicados para a idade e em quantidade estabelecida por terceiros. Assim, aumentam-se as chances de que ela entre para o grupo dos obesos e, infelizmente, só 3 em cada 10 conseguem reverter o problema, mesmo com acompanhamento médico. Afinal, mudar o hábito alimentar adquirido não é uma tarefa muito fácil de se realizar. É preciso disciplina.
Fonte: M de Mulher
Edição: A.N.
29/07/2011
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