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Publicado em: 19/02/2010

Meu filho é mais velho que o do meu vizinho, mas fala bem menos. Isto é normal?

A saúde e o crescimento dos filhos são temas que preocupam as famílias. Por isso, semanalmente estamos publicando matérias que respondem às dúvidas de pais e mães que não sabem se algum comportamento das crianças é comum ou merece atenção de especialistas.

Abrindo a série de matérias, o primeiro assunto abordado foi sobre as causas que podem levar crianças a apresentarem problemas de saúde com frequência. Desta vez, falaremos sobre o desenvolvimento da fala, que pode deixar muitas famílias de cabelos em pé. É o caso de uma mãe que nos enviou sua dúvida e pediu ajuda. Ela conta que seu filho de dois anos pronuncia apenas algumas palavras, como mãe, pai e vovó, enquanto que a filha do vizinho, que tem apenas um ano e seis meses, está com a fala bem mais desenvolvida. Ela quer saber se é hora de procurar um médico.

A psicóloga Gorete Oliveira explica que, em primeiro lugar, tudo na vida do ser humano depende de estímulos. A criança aprende a comer, a andar e também a falar, quando é estimulada para isso. Então, é preciso avaliar se os adultos da casa conversam com a criança, ou se ela fica muito tempo sozinha.

Caso a criança esteja sendo estimulada a falar, mas ainda assim não responda de acordo com as expectativas, o ideal é que os pais procurem um especialista (fonoaudiólogo) para avaliar se há algum problema na audição do bebê. “Muitas crianças não falam porque não escutam”, diz Gorete. Uma boa dica é perguntar se a criança pode ouvir.

Outro fator determinante é o ambiente, que precisa ser favorável. O lar não pode ser caótico, marcado por brigas, que irão atrapalhar o desenvolvimento da fala e de todo o crescimento do bebê, como aponta a psicóloga.

Antes de ficarem ansiosos e preocupados com o desenvolvimento da fala das crianças, a psicóloga atenta para um detalhe: “Cada criança tem seu ritmo. Umas falam mais cedo, outras um pouco mais tarde”.

O importante é saber que, em geral, os pequeninos começam a balbuciar as primeiras palavras com um ano de idade, sem formar frases. Com cerca de dois anos, eles começam a unir palavras; e, aos três, devem usar frases de, no mínimo, três palavras. Assim, o filho da leitora que enviou sua dúvida pode não ter problema algum no desenvolvimento da fala, mas os pais devem ficar atentos, buscando antes de tudo a avaliação de um fonoaudiólogo.

Você tem alguma dúvida em relação ao seu filho? Fale conosco através do espaço abaixo destinado aos comentários!


Pollyana Rocha
19.02.2010


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