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Publicado em: 06/11/2007

Brincar em equipe é melhor!!

Uma coisa é fato – brincar é um exercício fundamental para o desenvolvimento infantil. Mas, quando existe uma reunião de crianças para exercitar o brincar, isso é ainda melhor. Princípios como respeito ao próximo, noção de limites e percepção das diferenças de cada um são colocados em prática nessa divertida atividade

Por trás da diversão visível no ato de brincar, está o desenvolvimento de princípios básicos que farão a diferença na vida adulta das crianças. De acordo com a psicóloga Cibele Martins de Oliveira Marras, o fato de brincar em equipe ajuda a construir o papel da criança na sociedade.

“No momento da brincadeira com outros iguais, o pequeno tem contato com situações do mundo real reproduzidas naquele instante. Neste contexto é mais fácil perceber, por exemplo, alguns limites, o respeito ao próximo e saber que ganhar e perder fazem parte da vida”, enfatiza Cibele.

E, apesar da importância da participação dos pais nas brincadeiras infantis, o ideal é que o pequeno tenha contato com outras pessoas da mesma faixa etária. “Depois de um ano e meio de vida, quando a criança ainda precisa de cuidados básicos, o quanto antes ela for para a escolinha é melhor. A interação com os ‘iguais’ ajuda a desenvolver a personalidade. O fato de todos estarem no mesmo momento de descobertas é importante para que reconheçam os acertos e erros”.

Para o educador Marcelo Cunha Bueno o primeiro grupo do qual a criança participa é a família, mas a escola tem o significado de vida coletiva. A partir dos quatro anos, a criança procura estar em grupo e ter a percepção de situações cotidianas. “Daí vêm as brincadeiras de casinha, trabalho”, lembra Bueno. Com cinco, seis anos, o pequeno já começa a ter noções de regras e do que é certo ou errado, principalmente com a prática de jogos coletivos, como o futebol, a queimada. “Neste momento da vida a criança começa a lidar com vitórias e derrotas, a saber que apesar de ter feito seu melhor, nem sempre é possível sair vitorioso de todas as situações”, explica o educador. Por volta dos sete anos, os pequenos começam a diferenciar os grupos, a mostrar fidelidade pelos amigos e a reconhecer afinidades.

Brincar para se conhecer

A psicóloga Cibele ressalta que os pais devem ficar atentos quando a criança chega em casa se sentindo mal por conta das brincadeiras e devem conversar com o professor. “Muitas vezes a criança que destoa do grupo, por ser mais gordinha ou mais tímida, passa por momentos delicados nesta vivência e se sente excluída. É importante que o professor aproveite este acontecimento para trabalhar no grupo a aceitação das diferenças de cada um”.

A brincadeira entre irmãos também é muito saudável, mas não exclui o contato com crianças de fora do círculo familiar. “Como a criação entre irmãos é a mesma, o pequeno precisa do contato com as diferenças, com outras formas de convivência, que sejam diferentes da praticada dentro de casa”.

Para as crianças que não têm irmãos, o contato com os amiguinhos é ainda mais importante. “A criança quando é filha única tende a ser tratada com todas as atenções focadas exclusivamente nela. Em uma situação de interação social, o pequeno percebe que nem sempre tudo é do jeito que ele quer. A criança sozinha que não passa por essa experiência pode se tornar um adolescente difícil, que não aceita normas”, afirma Cibele.

Fonte: Alô Bebê
Edição: Clarissa Poty
06.11.2007


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