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Publicado em: 02/08/2007

Bichos de estimação: ter ou não ter?

Ter ou não ter um bicho de estimação em casa, eis a dúvida. Psicólogos, pediatras e veterinários são unânimes em dizer que os bichinhos são bem-vindos no ambiente familiar. Eles alegram, ensinam e podem ser ótimas companhias, tanto para os adultos quanto para as crianças. Com os cuidados ideais e a escolha certa o ‘amigo bicho’ e seu dono podem formar uma dupla de sucesso.

O professor universitário e veterinário Marcelo Campos Rodrigues comenta que os bichos ideais para se ter em casa são cães e gatos, mas sobretudo cachorros. “Os animais silvestres como jabotis, iguanas e roedores não são recomendáveis”, frisa.

Na hora da escolha do animal é importante levar em conta o espaço disponível e as características da raça do próprio bicho. “No caso de cães, é interessante optar por raças de companhias e que sejam dóceis, como Poodle, Shih-Tzu, Schnauzer, Yorkshire e até Labrador, que apesar de ser uma raça de grande porte, é extremamente amigável. Para conviver com crianças esqueça as raças de guarda”, recomenda o veterinário.

Ele lembra ainda que antes de adquirir um animal de estimação é importante lembrar que eles precisam de cuidados.  “Observe que a vacinação e a vermifugação devem ocorrer periodicamente, além disso, o cão deve ser banhado e tosado com regularidade. As visitas ao veterinário devem ocorrer aos menos duas vezes ao ano para garantir a saúde tanto do bicho quantos dos seus donos, que terão a garantia de que o animal não vai transmitir nenhuma zoonose”, fala.

Do ponto de vista afetivo, os bichos de estimação cumprem bem seu papel. A psicóloga Marina Buenos Aires, que trabalha com Terapia Assistida por Animais (cães), é defensora das vantagens dessa companhia animal em casa, sobretudo junto às crianças. “O bichinho de estimação pode funcionar para as crianças de diversas formas. O animal pode ser um meio de a criança aprender a assumir responsabilidades, já que vai ter que dar comida, banhar e levar ao veterinário. E isso é ensinar a criança”, defende.

“Já no âmbito afetivo a presença deles ajuda bastante, porque a companhia do animal de estimação envolve a questão do carinho e da afetividade. O animal é ‘alguém’ para compartilhar as coisas, vivências, alegrias e zangas”.

No que diz respeito a perdas, a psicóloga comenta que o tema é complexo, mas a presença do bicho em casa e sua partida também servem para educar nesse sentido e mostrar que a vida é um ciclo com começo, meio e fim. “Deve ser esclarecido de maneira branda que a vida tem começo, mas também tem fim não só para as pessoas ou em um filme, mas na vida dos bichinhos também”.

O pediatra Geraldo Barbosa está também entre os que aprovam bichos de estimação. Ele acredita na boa parceria entre crianças e animais do ponto de vista emocional. Mas recomenda que os pais antes de dar um bicho façam escolhas que não prejudiquem a saúde da criança. “Se a criança é alérgica melhor não ter bichos em casa, pois o pêlo de cães e gatos é um dos mais fortes desencadeadores de alergias”, conclui.

Portanto, antes de comprar um bicho de estimação pense na idade da criança, no espaço disponível em casa e nos gastos que vai ter, pois eles existem e podem fazer diferença no final do mês no orçamento da casa. Depois de pesado e medido os prós e contras é só se decidir pelo mais adequado amigo bicho.

Adriana Cláutenes Lemos
02.08.2007


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