Prontomed Infantil

Tamanho da fonte: a- A+

Publicado em: 26/05/2009

Bebês estressados

Alguns bebês ficam calmos quando alguma coisa muda em suas vidas e ambiente, enquanto outros ficam agitados e inquietos com qualquer leve alteração do ambiente. Pesquisadores não compreendem completamente por que algumas crianças conseguem lidar melhor com o stress – e se sua resposta é influenciada pelos pais ou pelos genes. De acordo com um novo estudo, a influência é de ambos.

A psicóloga comportamental Cathi Propper, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, e seus colegas estudaram bebês durante vários momentos ao longo do primeiro ano de vida, induzindo stress ao separá-las de suas mães. Usando um eletrocardiograma, os pesquisadores determinaram que o tônus vagal de bebês, um indicador do quanto o nervo vago, que vai do tronco encefálico até a maioria dos órgãos do corpo, afeta as taxas cardíacas.

Nos momentos de ansiedade, o tônus vagal diminui, permitindo que o coração acelere e o corpo lide com a situação. Mas alguns dos bebês não mostraram essa variação normal durante períodos estressantes; os pesquisadores descobriram que as crianças que não tinham essa resposta, aos 3 e 6 meses, apresentavam uma variante comum do gene DRD2, que regula os receptores para o neurotransmissor dopamina.

Essa variante do gene tem sido associada a um menor número de receptores de dopamina, e está ligada, em adultos, a uma maior tendência a assumir riscos, como jogos de apostas. Bebês que apresentavam a outra variante genética mostraram uma resposta mais típica ao stress.

Pesquisadores ressaltam, porém, que esses genes não determinam o destino da criança. Os cientistas também avaliaram o estilo de atuação das mães. “Uma exposição maior a pais sensíveis parece agir contra os efeitos da variante com maiores riscos do gene”, afirma Cathi Propper.

Segundo ela, aos 12 meses, crianças com essa variante do gene, que tinham suas necessidades atendidas de forma continente, conseguiam lidar com a ansiedade tão efetivamente quanto as que apresentavam a outra variante.

 

Fonte: Mente e Cérebro Blog
Edição: F.C.
26.05.2009


[x] Fechar






[x] Fechar





Comentários

    Nenhum Comentário Cadastrado.

Rir é o Remédio