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Publicado em: 28/12/2010

Bebês com baixos níveis de vitamina D têm maiores riscos para infecções

Os níveis de vitamina D em bebês recém-nascidos parecem prever seus riscos para infecções respiratórias e chiado no peito durante a infância, mas não o risco de desenvolverem asma. Os resultados de um estudo publicado na revista Pediatrics apóiam a teoria de que a deficiência generalizada de vitamina D contribui para o risco de infecções.

“Nossos dados sugerem que a ligação entre a vitamina D e o chiado, que pode ser um sintoma de muitas doenças respiratórias e não apenas asma, é em grande parte devido à infecções respiratórias”, disse Carlos Camargo, do hospital geral de Massachusetts e autor do estudo. “Infecções respiratórias agudas são um grande problema para as crianças. Por exemplo, a bronquiolite – doença viral que afeta pequenas passagens por onde passa o ar nos pulmões – é a principal causa de hospitalização de crianças nos Estados Unidos”.

Embora a vitamina D seja comumente associada ao seu papel no desenvolvimento e manutenção de ossos fortes, as recentes evidências também sugerem que ela desempenha um importante papel em nosso sistema imunológico. A vitamina D é produzida pelo corpo em resposta à luz solar, e atingir níveis adequados no inverno pode ser algo desafiador, especialmente em regiões com uma significativa variação sazonal da luz solar. Estudos anteriores desenvolvidos por esta mesma equipe de pesquisadores já haviam provado que os filhos de mulheres que tomaram suplementos de vitamina D durante a gravidez eram menos propensos a desenvolver chiado na infância.

O presente estudo teve como objetivo examinar a relação entre os níveis de vitamina D encontrados no sangue de bebês recém-nascidos e o risco dos mesmos para infecções respiratórias, chiado e asma. Os pesquisadores analisaram dados do New Zealand Asthma e Allergy Cohort Study que por sua vez acompanharam mais de 1.000 crianças das cidades de Wellington e Christchurch. As enfermeiras coletaram uma série de dados, incluindo amostras de sangue do cordão umbilical. Na sequencia as mães também responderam a um questionário que continha questões sobre doenças infecciosas respiratórias, incidência de chiado e qualquer diagnóstico de asma – isso entre 3 a 15 meses após o nascimento e depois anualmente até que a criança completasse 5 anos.

Nas amostras de sangue do cordão umbilical foram analisados os níveis de 25 hidroxivitamina D (25OHD) – considerada a melhor forma de se medir o status da vitamina D. Mais de 20% dos recém-nascidos analisados continham menos de 25 nmol/L em suas amostras de sangue retiradas do cordão umbilical, o que é considerado muito baixo. Muitos acreditam que o nível médio estipulado de 44 nmol/L ainda é considerado deficiente e que o ideal seria algo em torno de 100 nmol/L.  Os níveis mais baixos foram encontrados em crianças que nasceram no inverno, de famílias com baixo nível sócio econômico, com histórico de asma ou filhos de fumantes.  Aos 3 meses de idade, os bebês cujos níveis eram abaixo de 25 nmol/L eram duas vezes mais propensos a desenvolver infecções respiratórias do que aqueles que nasceram com níveis iguais ou superiores a 75 nmol/L.

Os resultados foram acompanhados durante os primeiros cinco anos de vida dos participantes e mostraram que quanto menor o nível de vitamina D ao nascer, maior o risco de desenvolver chiado durante aquele período. Por outro lado não houve uma ligação significativa entre os níveis dessa vitamina ao nascer e o diagnóstico médico de asma aos 5 anos.

Fonte: Uol
Edição: A.N.
28/12/2010

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