Publicado em: 06/01/2011
Bebês alimentados com leite materno têm músculos mais fortes na adolescência
Para tanto, García e sua equipe, perguntaram aos pais de 2.567 adolescentes sobre o tipo de alimentação que seus filhos receberam ao nascer e por quanto tempo isso durou. Os adolescentes também foram submetidos a testes físicos a fim de avaliar uma série de habilidades como capacidade aeróbica e força muscular.
Os resultados do estudo, publicados no Journal of Nutrition, mostraram que os adolescentes que foram amamentados enquanto bebês tinham os músculos das pernas mais fortes do que aqueles que não mamaram no peito. Além disso, a força muscular nas pernas era ainda maior naqueles que foram amamentados por mais tempo.
Esse tipo de alimentação (exclusiva ou combinada com outros tipos de alimentos) foi associada a um melhor desempenho em saltos horizontais por meninos e meninas, independente de fatores morfológicos como altura e quantidade de músculos.
Os adolescentes que foram amamentados de três a cinco meses, ou por mais de seis meses apresentaram metade do risco para uma performance ruim em exercícios de saltos quando comparados àqueles que nunca foram amamentados.
García Antero ressaltou também que “até agora, estudo algum havia examinado a associação entre a amamentação e a futura aptidão muscular”. O estudo também concordou com estudos anteriores no que diz respeito a fatores neonatais, como, por exemplo, o fato do peso ao nascer estar positivamente relacionado a uma melhor condição de saúde durante a adolescência.
Qual a importância da amamentação?
De acordo com a UNICEF, se todas as crianças fossem alimentadas exclusivamente por leite materno ao nascer, seria possível salvar aproximadamente 1,5 milhões de vidas. A UNICEF prega que a amamentação deve ser a única fonte de alimento de um bebê até que ele complete seis meses de idade e que deve continuar até os dois anos, paralelamente à introdução de outros alimentos.
Quanto ao recém-nascido, as vantagem em seus primeiros anos de vida incluem proteção imunológica contra alergias, doenças de pele, obesidade e diabetes, bem como a garantia de crescimento, desenvolvimento e inteligência do bebê.
E os benefícios se extendem à mae: redução de hemorragia pós-parto, anemia, mortalidade materna, e o risco de desenvolver câncer nos seios e ovários, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho.
Fonte: Uol
Edição: A.N.
06/01/2010
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