Publicado em: 04/08/2011
Aprenda a identificar e tratar o refluxo
Isabella foi um bebê com muita dificuldade para dormir, tinha choro constante e estava sempre irritada. Michele e a filha sofreram dia e noite durante meses. “Foi muito difícil, porque até identificar o problema as pessoas achavam que eu não sabia cuidar, que era dor de ouvido, que era manha”, relata.
A menina tinha refluxo, mas não apresentava um dos sintomas mais clássicos: a regurgitação, quando o leite volta à boca. Todo bebê nasce com o sistema digestivo imaturo. Por isso, muitas vezes, é normal o leite voltar. O problema é que algumas crianças, como Isabella, desenvolvem a chamada doença do refluxo e os sintomas vão muito além da regurgitação. Choro e irritabilidade constantes, dificuldade para dormir, mamar e ganhar peso são comuns.
“Elas mamam pouco e por isso as mães ficam trocando as fórmulas, acham que o leite materno não está sustentando. Mas na verdade ela não está conseguindo mamar pela dor. Às vezes o ácido vai até a garganta e desencadeia uma tosse, então as crianças vivem tratando alergia ou a gente acha que é uma virose, uma gripe. Elas podem até desenvolver pneumonia por aspiração desse conteúdo ácido pro pulmão ou ter crises de bronquite”, explica a gastropediatra Rose Marcelino.
Se o bebê for prematuro o problema costuma ser ainda maior. Mas com o tempo a criança vai crescendo e os sintomas vão diminuindo. Até lá os pais precisam tomar alguns cuidados.
Para amenizar o sofrimento do bebê é fundamental cuidar da postura. Após a mamada a criança deve ser mantida de pé, no colo, de 20 a 30 minutos. Isso ajuda no esvaziamento do estômago e vai diminuir os episódios de refluxo da criança.
Em alguns casos é preciso usar remédio indicado pelo médico. Outra dica é manter a cabeceira da cama inclinada mais ou menos 15 centímetros. “Isso não é usar um travesseiro, porque ele ergue só a cabeça do bebê. A inclinação é muito importante porque diminui o risco do bebê ter uma apneia, de aspirar esse conteúdo refluído e ter uma pneumonia ou até uma fatalidade, que seria um caso de óbito”, afirma a gastropediatra.
Esses cuidados devem ser mantidos pelo menos até um ano. Nesta fase o refluxo desaparece espontaneamente na grande maioria dos bebês. Apenas 5% das crianças com mais de dois anos continuam com a doença do refluxo. Na adolescência vão sentir dor de estômago, azia... e só melhoram lá pelos 20 anos de idade.
A minoria, 1% ou 2% das pessoas que desenvolveram a doença na infância, vai sofrer com o problema na vida adulta. Isabella tem hoje nove anos e está curada. Ela foi melhorando aos poucos e com três anos já não tinha mais nenhum sintoma. “Posso comer qualquer coisa, quando era pequena não podia comer nem um chocolate, mas hoje a minha vida é normal”, conta a menina.
Fonte: Jornal Hoje
Edição: F.C.
04.08.2011
Comentários
Últimas: Prontomed Infantil
- 23/05/2012 - Bebê gordinho não é sinal de saúde
- 17/05/2012 - Placenta: armadura para o feto
- 15/05/2012 - A doçura do afeto
- 11/05/2012 - Aulas de música beneficiam bebês
- 08/05/2012 - Incentivo ao movimento é fundamental para crianças com excesso de peso
- 30/04/2012 - Mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos
- 09/04/2012 - Pesquisa identifica dois genes envolvidos na obesidade infantil
- 04/04/2012 - Corte sete maus hábitos e dê o exemplo aos seus filhos
- 02/04/2012 - Crianças com diabetes têm dificuldade de controlar a doença na escola
- 30/03/2012 - Bebês com sobrepeso têm maior risco de doença cardiovascular quando adultos
- Veja Mais





