Publicado em: 30/08/2011
O MMA invade as academias
Era década de 70. No cinema, filmes do ator americano Bruce Lee chamavam a atenção para algo até então incipiente no Ocidente: a prática de artes marciais. Após ver “Operação Dragão” ou “O Voo do Dragão”, muita gente correu para o tatame para aprender os golpes vistos na telona. Se o cinema ditou moda naquela época, atualmente um campeonato televisionado é que tem feito a cabeça de muitos na hora de escolher a malhação.
Trata-se do Ultimate Fighting Championship (UFC), competição de MMA – sigla de Mixed Martial Arts (artes marciais mistas). Sucesso no mundo, o MMA invadiu as academias.
Em versões para quem não possui a pretensão de se tornar lutador, tem atraído quem antes era mero espectador da modalidade. É o caso da professora de educação física Carla Príncipe Nunes, 21 anos. “Vim por curiosidade, porque via na tevê, e estou adorando os treinos”, conta.
O formato mais light reproduz a característica básica do MMA, que é a combinação de técnicas de diferentes artes marciais. Nas aulas, porém, não há contato físico. “É um treino que trabalha o corpo inteiro”, disse Joel Gerson, da Revolution MMA, academia canadense com mais de mil alunos, especializada na luta.
O MMA exige completude. No boxe, por exemplo, o trabalho é mais focado nos braços. Já para o muay thai, o segredo está nos chutes. “No MMA esses movimentos se encontram”, explica Fernando Buffolo, coordenador de uma academia em São Paulo.
Além de força, é preciso agilidade e fôlego. Uma aula gasta em média 800 calorias por hora – o que a põe no rol das atividades com maior potencial de queima calórica. Por isso, o perfil dos alunos não tem nada a ver com o dos brutamontes da televisão. “Temos muitas mulheres que encontraram no MMA um jeito de emagrecer de uma forma menos monótona”, diz Eduardo Netto, diretor técnico de outra academia.
A violência é banida dos treinos. Realizam-se os golpes, mas sem o combate corpo a corpo: usa-se o aparador (uma espécie de almofada retangular) na hora de treinar os movimentos com o colega. “É bem recreativo, não tem risco de se machucar”, diz o aluno Márcio Acoaviva, 30 anos.
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Fonte: Isto É
Edição: D.S.
30.08.2011
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