Publicado em: 07/06/2011
Tempo pode amenizar déficit de atenção e hiperatividade, diz estudo
Há 50 anos, acreditava-se que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) existia apenas na infância. Já entre 1970 e 1980 especialistas passaram a considerar que o distúrbio persiste a vida toda. Agora pesquisadores defendem a existência de um ponto intermediário. Para chegar a essa hipótese, um grupo coordenado pelas psicólogas Prudence Fisher, da Universidade Columbia, e J. Blake Turner, do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York, revisou os registros de aproximadamente 1.500 crianças que haviam sido diagnosticadas com TDAH dois anos antes. Em seguida, comparou os dados com diagnósticos mais recentes e descobriu que mais de 50% das crianças obtiveram melhora nos casos isolados de hiperatividade ou falta de atenção. Já nas que apresentavam os dois sintomas simultaneamente, a melhora foi de 18% a 35%. Não foram observadas diferenças entre casos extremos e leves. Para as pesquisadoras, as descobertas sugerem que a atual definição do TDAH deveria ser mais específica: “Se a duração do transtorno não for considerada, podemos estar diagnosticando além do necessário”. Isso pode fazer com que crianças cujo comportamento irritante para muitos adultos – que provavelmente passará com o tempo – sejam rotuladas e medicadas desnecessariamente.
Fonte: Mente e Cérebro
Edição: F.C.
07.06.2011
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