Publicado em: 25/11/2008
Medicamentos genéricos: opções mais baratas para o cliente - Parte I
Os medicamentos genéricos entraram no mercado brasileiro há cerca de nove anos através da Lei nº 9.787/99, que regulariza a comercialização desse tipo de medicamento, ou seja, medicamentos que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país.
A introdução dos medicamentos genéricos no mercado farmacêutico tem como principal objetivo a oferta de produtos com o mesmo efeito obtido pelos medicamentos de referência, mas com preços mais acessíveis, em razão das indústrias fabricantes de genéricos não terem gastos com pesquisas.
Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) 51,7% dos brasileiros abandonam o tratamento médico por falta de dinheiro para comprar os remédios prescritos, fato alarmante em relação aos cuidados com a saúde. Este tipo de problema poderia ser amenizado se a população conhecesse melhor as propriedades dos genéricos e os usassem como alternativa.
Gerusa Damasceno, balconista da Alô Farmácia, revela que a diferença de preço do medicamento de referência para o medicamento genérico é considerável. “O preço dos medicamentos variam de um laboratório para o outro, temos medicamentos genéricos que podem ser comprados com até 40% de desconto. No entanto ainda há pessoas que não compram genéricos”, afirma.
O médico Custódio Borges Alves, hematologista e clínico da Med Imagem, relata sempre prescrever o princípio ativo dos remédios para que o paciente tenha acesso a diversas opções e não fique sem a medicação. “Não tenho nada contra os medicamentos genéricos, desde que o laboratório que os fabrique seja bem conceituado, afinal os genéricos têm a mesma ação dos medicamentos de marca.”, enfatiza o médico.
Além disso para que um medicamento genérico possa ser comercializado, a indústria farmacêutica deve obter um registro junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que exige a realização prévia de testes de equivalência farmacêutica e terapêutica, de biodisponibilidade e bioequivalência.
Após o registro da empresa, a Anvisa realiza inspeções sanitárias sistemáticas para garantir o controle de qualidade, ficando a empresa fabricante dos medicamentos responsável pelo envio de relatórios informando a ocorrência de reações adversas.
Portanto, peça ao seu médico que informe na receita o princípio ativo de sua medicação e busque uma alternativa segura para sua saúde que caiba no seu bolso.
Denise Moura
25.11.08
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