Publicado em: 21/05/2008
Sobre as consultorias de RH
São péssimas. A maioria das consultorias “especialistas” em RH é péssima. Profissionais desqualificados inventam métodos complicados para avaliar desempenho, descrever cargos, remunerar de forma variável etc. Pouco entendem de gestão, nada entendem de números, nunca foram líderes de nada e atrapalham a cabeça dos gerentes de RH com penduricalhos que nada acrescentam nas empresas.
Não é à toa que muitos empresários simplesmente os desprezam. O problema é que, de roldão, acabam desprezando a própria função de RH, encarando-a como “uma secretaria de luxo”, para organizar festas, pagar funcionários e selecionar apenas pessoal de nível operacional.
Em 2006, fiz um curso de especialização em RH no INSEAD, a Harvard de RH, na França. Impressionante a diferença entre eles e nós. O curso nem de perto mencionou bobagens como programas motivacionais e de comprometimento. Apenas insistiu no fato de que a motivação é pessoal e que o gestor de RH apenas tem que procurar pessoas automotivadas, treiná-las, colocá-las “no fogo”, acompanhá-las e não deixar que ninguém as atrapalhe.
Se uma empresa tem que contratar programas motivacionais e de comprometimento, ela está com a equipe errada. Se após selecionar criteriosamente uma pessoa, ainda se tem que gastar dinheiro para comprometê-la com a empresa ou para “motivá-la”, então a seleção foi um desastre.
A empresa deve gastar seu dinheiro para contratar, treinar e reter pessoas boas e não para selecionar gente ruim e depois tentar o milagre de motivá-las. As péssimas consultorias de RH adoram quando uma organização seleciona gente ruim ou mediana e depois as contratam para motivar e para extensos programas de comprometimento. Sabem que o trabalho nunca terminará, simplesmente porque é impossível mudar gente ruim.
As empresas devem demitir os ruins, reter com dinheiro, treinamento e reconhecimento os talentosos e treinar intensamente os medianos, para dar-lhes a chance de se tornarem talentosos.
O quadro funcional normalmente pode ser dividido na proporção 10 – 70 – 20. 10% de ruins, 70 % de medianos e 20 % de talentosos. Descartar os ruins é jogar a média para cima. Não se deve hesitar em fazer isto. A força de uma corrente é a força do seu elo mais fraco. Os 10 % ruins abalam os resultados de uma companhia. Gente ruim suga energia. Demiti-los é obrigação máxima do gestor. Sem os ruins, a empresa terá tempo e mais dinheiro para desenvolver os medianos e reter os talentosos.
Autor: Paulo Ricardo Mubarack
www.muraback.com.br
Edição: C.P
21.05.2008
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