Publicado em: 03/03/2008
O CIÚME
Quaisquer que sejam os mecanismos psíquicos que conduzem ao sentimento e às atitudes de ciúme, sua base é a desconfiança. Por insegurança, ou por se achar dono do outro, o ciumento torna sua vida e a daquele com quem vive um verdadeiro inferno. Se a cadeia de pensamentos delirantes de um não for rompida através de muita paciência, e diálogo, conduzido pelo outro, a relação afetiva vai sendo destruída e o casamento se acaba, mesmo quando o ciúme não tem qualquer justificativa.
Se você vive com uma pessoa ciumenta, e este sentimento do outro lhe causa medo ou inquietação, só lhe restam duas opções:
1. Partir para o diálogo constante, explicando para onde vai, de onde veio, o que fez, pedindo aprovação do que veste, do que diz, do que lê; enfim, dando ao outro os elementos necessários para que se sinta seguro das suas intenções e sentimentos. Em muitos casos, é possivel ir lentamente, através de muita conversação, na qual tudo é explicado com muita clareza e calma, conquistando o respeito e a confiança do parceiro. Mostrando-lhe que você não é uma filha na presença do pai, mas uma pessoa autônoma, que fez uma escolha e está feliz em viver junto dele (ou dela, pois o ciúme feminino também é comum).
2. A outra opção é dar um basta no relacionamento, e seguir um novo caminho, pois muitas vezes o ciumento evolui numa espiral crescente de desconfianças, suspeitas e agressões que tornam a vida do outro uma experiência desesperadora.
A escolha da opção a adotar nunca deve ser feita no calor das emoções, mas no intervalo dos conflitos, com a cabeça fria, pesando todas as consequências e as atitudes seguintes a serem tomadas. E, sobretudo, sem pedir opiniões de amigas, amigos, irmãs, irmãos, filhos, psicólogos ou qualquer outro oráculo. Não se iluda, ninguém vai lhe resolver a questão em seu lugar. E o pior: logo, logo a sua história se espalhará por todos os lados. E você será transformada na "coitadinha" - uma espécie de idiota.
Esta é uma decisão pessoal, tomada através da reflexão solitária. Depois de cristalizada na mente a decisão de partir, qualquer adiamento só trará mais dores e perda de tempo.
José Cerqueira Dantas
03.03.2008
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