Artigos

Tamanho da fonte: a- A+

Publicado em: 16/03/2009

Influência da atividade física na prevenção ao câncer

O benefício de atividades físicas no risco de doenças cardiovasculares já é bem documentado pela ciência. Assim como em outras doenças crônicas como osteoporose e diabetes mellitus, onde os pacientes ativos fisicamente têm obtido melhor evolução no tratamento em comparação àqueles sedentários. Mais recentemente, o exercício físico tem sido estudado com a intenção de se observar se há relação na redução da prevalência de alguns tipos de câncer. Aparentemente, existe uma relação entre inatividade e o câncer.

O exercício foi estabelecido como um fator quer pode reduzir o número de casos de câncer colorretal, sendo posteriormente investigado se o aumento da intensidade de xercícios após o diagnóstico poderia melhorar a evolução dos casos. Pacientes que intensificam sua atividade física após o diagnóstico de câncer colorretal podem diminuir o tempo livre de recidiva e a sobrevida relacionada ao câncer, assim como a sobrevida global, chegando a uma redução de até 50%. [13,20]

A maioria dos estudos confirma um efeito protetor da atividade física sobre a incidência também de casos de câncer de mama e a magnitude dessa redução de risco está diretamente relacionada à intensidade de exercício realizada. Nessas pacientes foi observado um aumento na sobrevida global.

Além desse benefício de redução de risco nas neoplasias de cólon e mama já mencionados, o exercício também tem sido associado a uma redução de risco de neoplasia de endométrio chegando, em alguns estudos, a uma redução de até 40% do risco. [15,22]

Considerando a importância dessas patologias descritas, tais como câncer mama, cólon, endométrio, e pâncreas e poucos fatores modificáveis atualmente confirmados como sendo eficazes na redução da incidência dessas doenças, torna-se imperativa a política de promoção a mudanças no estilo de vida, tais como a prática de atividade física regular.

Referências Bibliográficas

1.Vena JE, Graham S, Zielezny M, et al. Am J Epidemiol 1985; 122:357-365
2.Gehardsson M, Norell SE, Kiviranta H, et al.Am J Epidemiol 1986; 123:775-780
3.Frattaroli J, Weidner G, Kemp C, Daubenmier JJ, Marlin RO, Crutchfield L, Yglecias L, Carroll PR, Ornish D. Urology. 2008 Jul 2.
4.Demetrius A, Aaron b, Philip T. Am J Public Health 1989; 79: 744-750
5.Demark – Wahnefried W, Rock CL, Patrick K, Byers T. Am Fam Physician. 2008 Jun 1; 77(11):1573-8. Review. Summary for patients in: Am Fam Physician. 2008 Jun 1; 77 (II): 1579-80.

Por Renata Costa, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia
Edição: C.P
16.03.2009


[x] Fechar






[x] Fechar





Comentários

    Nenhum Comentário Cadastrado.

Rir é o Remédio