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Publicado em: 01/10/2008

As 10 brigas típicas de casais e como resolvê-las Parte II

O dinheiro
As discussões por dinheiro aparecem ao longo de toda a história dos casais, qualquer que seja a idade, desde recém casados até os que tem muitos anos de convivência. O dinheiro tem a ver com o manejo e o poder.

Porque o dinheiro é um problema?
Por que, antes que se diga que em um casamento tudo se compartilha e que ambos são sócios, o certo é que aquele que ganha mais toma as decisões mais importantes. No casamento, há o manejo das pequenas despesas e o manejo das grandes despesas. Muitas vezes, são as mulheres que gastam, mas se ocupam dos gastos pequenos, cotidianos. As grandes decisões econômicas: compra de carro, compra de propriedades ou investimentos, são tomadas pelos homens, que no geral são os que ganham mais.

A mulher que trabalha como dona-de-casa, vive dependente economicamente?
A grande maioria sim. O que ganha o dinheiro se sente com mais direitos para dispor dele. E o outro, que legalmente tem direito à metade de todos os bens conquistados, não se sente com direito a essa metade. Há uma tendência cultural a aceitar que o que ganha é o dono do dinheiro.

Mas, se os dois trabalham por igual, não deveriam gastar por igual também?
Como se reparte o ingresso é todo um problema. Porque, muitas vezes, as mulheres trabalham, mas trabalham para seus gastos. Com seus salários, se comportam como adolescentes, perpetuando o sistema familiar do qual vinham quando eram solteiras. Elas pagam suas roupas, seus estudos e gastos com os filhos, alegando que é “seu” dinheiro. Isso pode se manter quando a situação econômica é estável, mas a longo prazo gera receios.

O que é menos conflituoso: manter contas separadas ou fazer um fundo comum?
Depende. Há quem mantenha contas separadas e cada um assume determinados gastos, e há quem dê o saldo ao outro para que o administre. Qualquer dos sistemas e outros intermédios servem. Não existe um modelo melhor que o outro e sim um modelo em que os membros do casamento se sentem satisfeitos.

A mulher ganhar mais que o homem pode se tornar um problema?
A psicóloga Clara Coria, na década de 90, publicou um livro muito conhecido, sobre “o sexo oculto do dinheiro”. Ali falava que o dinheiro é masculino, porque o homem é geralmente quem ganha mais. Mas hoje há muitas mulheres que ganham mais que os homens e também sentem esse poder. Se comportam como eles. Em geral isto é conflituoso, porque há uma questão cultural forte, na qual se espera que ele ganhe mais. Quando ocorre o inverso, muitos homens se sentem inferiores. Mas também existem os que buscam mulheres poderosas e se sentem cômodos neste lugar.

Mas isso não é ser um aproveitador?
Não podemos dizer que são aproveitadores, ou que estejam usando essas mulheres, porque também lhes dão algo em troca: lhes dão liberdade,independência e a possibilidade de serem poderosas. Quando um casamento está estabelecido desta maneira, pensamos que cada um ganha nesta união. E, em geral, há um intercâmbio. Se o que fazem um com o outro é criar obstáculos, é muito provável que o casamento não dure.

Se o casamento fosse uma sociedade econômica, qual seria o melhor modelo?
O casamento é uma sociedade, não só econômica, e como tal, cada um deve ter consciência do que dá e do que recebe em uma proporção equilibrada. Às vezes um ganha o dinheiro e o outro se ocupa de todo o resto, e é uma bela sociedade porque ambos estão satisfeitos. Outras vezes, se distribuem as tarefas e o aporte econômico. Para mim, o segredo é que ninguém se sinta “usado”. Quando alguém pensa que a sociedade é desigual deve falá-lo.

Há casos de homens que não assumem a responsabilidade de manter um lar. Que se faz em casos assim?
Em primeiro lugar, tem que se ver se esses homens estão divorciados ou se convivem. Se são divorciados creio que deve-se resolver judicialmente. Se convivem devem conhecer o homem que estão escolhendo e o que querem obter da relação. Possivelmente descobrirão que o vínculo acumula outros problemas além do monetário.

Na próxima semana falaremos de trabalho e carreira. Como não deixar que o trabalho afete a relação entre o casal. Até lá!

Fonte: Revista Buena Salud
Enviada por: J.C
Tradução e Edição: Denise Moura
01.10.08

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