Artigos

Tamanho da fonte: a- A+

Publicado em: 15/10/2008

As 10 brigas típicas de casais e como resolvê-las - Parte IV

Os filhos
As discussões a respeito dos filhos são inevitáveis e necessárias para o casal entrar em acordo sobre temas fundamentais como a educação, as concessões e os limites. Mesmo quando um casal se separa e deixa de discutir por questões de poder, competição profissional ou a família do outro, o tema dos filhos continua. Se os dois estão envolvidos, vão haver diferenças o tempo inteiro, e há que se negociar. Isto não é fácil, mas quem disse que criar filhos é fácil?

Como se solucionam as diferenças se os pais têm valores distintos para a educação?
O importante é abordar os assuntos de uma forma positiva, pensando sempre nos filhos e não em ganhar a discussão do outro. É lógico que surjam diferenças porque cada um vem de famílias distintas, com valores e percepções diferentes. Pretender que um assimile o que o outro disse instantaneamente é uma utopia. Quando se está sempre de acordo e não há discussões sobre o assunto, se pode pensar que há um dos dois que está resignando sua posição para ficar mais cômodo. Em geral, quem pula fora é o homem. Ele dá o dinheiro, mas quem decide tudo é a mulher. E então, ao arcar com toda responsabilidade sobre os filhos, ela se sente muito sobrecarregada e também se sente dona dos filhos.

Como se negociam estes assuntos quando o casal está separado?
A negociação vale tanto para os casais que vivem juntos quanto para os separados. Se tiver filhos em comum, a sociedade como pais não se rompe nunca, por mais que não exista mais o casamento. À medida que os filhos crescem, trazem variados problemas. Primeiro é a escola, segundo as saídas noturnas, a mesada ... E nessas questões não é conveniente ceder. Aquele que sempre deixa para lá é porque não conhece o problema. E, quando o pai não conhece os problemas dos filhos porque se separou, é porque agia da mesma forma quando vivia com sua parceira. Em muitos casos, nem sequer dão dinheiro. Isto ocorre porque nunca participaram da criação dos filhos e não sentem o compromisso de envolver-se.

Como resolver o problema dos pais que desconhecem a vida dos filhos?
Aqui existem dois níveis: um jurídico e outro de relacionamento. Me parece importante que, naquilo que tem haver com o relacionamento, a mulher fica em dúvida se deve dar um lugar ao pai ou se ela tem mais direitos sobre os filhos. No caso de isso acontecer, deviríamos trabalhar para envolver o outro fazendo-lhe saber de cada coisa que ocorre com seu filho e consultando-o. Muitas mulheres pensarão como conceder esse espaço para um homem que nem sequer se ocupa em comprar comida. E entendo esta postura,mas deveriam saber que se os deixam fora das decisões, isto é como uma bola de neve e cada dia eles se afastarão mais.

Como manejar as diferenças sem que os filhos fiquem perturbados?
Os filhos sabem perfeitamente com que podem obter certas permissões e com que não podem. Quando um garoto é muito rebelde, nos perguntamos acima dos ombros de quem ele está subindo para querer ser mais alto que o pai. O que ocorre é que, quando há rivalidades que não se resolvem, entre os pais, um deles se associa com o filho para criticar o outro, para desqualificá-lo ou boicotar-lhe uma decisão. Deve-se ter muito cuidado com isso.

E como se deve atuar?
Em princípio, não se pode deixar pressionar pelos filhos. Se não há acordo sobre uma permissão, fale que necessita de um tempo para consultar o outro e resolver entre os dois. E, só quando se chegar a uma decisão, comunicar ao filho. O pior é que um diga uma coisa e o outro algo diferente.

Nosso próximo tema será as tarefas domésticas. Como evitar que o peso da casa fique nos ombros da mulher. Aguarde!

Fonte: Revista Buena Salud
Enviada por: J.C
Tradução e Edição: Denise Moura
15.10.08


[x] Fechar






[x] Fechar





Comentários

    Nenhum Comentário Cadastrado.

Rir é o Remédio