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Publicado em: 09/02/2009

A arte do convívio

Definindo-se de uma forma simples, as relações humanas consistem na arte de se dar bem com os outros. Sempre que se reúnem duas ou mais pessoas, estabelece-se uma interação. O processo das relações humanas é uma força ativa que leva à criação de experiências agradáveis ou desagradáveis.

A importância que hoje se concede às relações humanas tem uma história relativamente curta. Nas sociedades primitivas e simples, o trabalho de uma pessoa realizava-se solidariamente e incluía poucos indivíduos, não considerando a própria família. Com o desenvolvimento de nossa cultura, a interdependência tem aumentado progressivamente.

Relações humanas defeituosas podem ser a origem de muitos problemas e situações desagradáveis. O divórcio, o fracasso profissional e, inclusive, infrações das leis podem ser atribuídos, com freqüência, a um mau relacionamento interpessoal. De fato, todos estes ruídos de convívio social podem ter origem no medo, na timidez, na rebeldia, na imaturidade emocional dos diversos atores. Contrariamente, uma justa consideração da responsabilidade que cabe a si mesmo, na condução da busca da solução de um problema, pode conseguir com que estes desafios se solucionem satisfatoriamente.

Maior compreensão da conduta humana, assim como certa dose de tolerância, são, de fato, o caminho mais curto para estabelecer boas relações humanas e tendem a provocar uma atitude de reciprocidade nos demais.

Existem certas necessidades, desejos e características que estão presentes em todos nós. Isto causa uma convergência do comportamento humano. Podemos citar uma dentre tantas outras: o “Instinto de Grupo”.  Este impulso natural tem sido uma característica determinante para o fato de que as pessoas tendem a se unir. Elas querem estar com outras pessoas. Elas querem associar-se com outros grupos. Isso tem sido uma realidade em todos os tempos e em todos os lugares. Aplica-se, inclusive, aos empregados abaixo de você e aos executivos acima de você. E o mesmo vale para seus relacionamentos pessoais com esposa, seus filhos, vizinhos, etc., e isso não é de hoje.  

As relações humanas são um fator preponderante para um rendimento profissional  satisfatório, isso é, se o  “o trabalho for realizado como uma  atividade grupal” suas  chances de sucesso serão maiores, diferentemente do que ocorre naqueles trabalhos em que o individuo sente-se sozinho, isolado.  O ser humano é motivado pela necessidade de "estar junto”, o que ratifica a importância das relações humanas. 

O valor de encorajar os colaboradores a apoiar uns aos outros aumenta à medida que aumentam suas necessidades individuais. Isto é, quanto mais cada pessoa puder contribuir, e quanto mais puder beneficiar-se do uso da contribuição de outrem, maior a vantagem auferida pela organização da qual fazem parte. Essa atitude fará com que os relacionamentos sejam saudáveis. E é disso que as organizações precisam: pessoas motivadas com um espírito de grupo saudável, para que se tenha um verdadeiro espírito de equipe.

Queria trazer a luz um pensamento do professor Antonio de Lima Ribeiro, Administrador e Mestre  em Educação. Ele diz: “Em uma época em que a globalização, a competição, o forte impacto da tecnologia e as rápidas mudanças se tornaram os maiores desafios externos, a vantagem competitiva das empresas está na maneira de utilizar o conhecimento das pessoas, colocando-o em ação de modo rápido e eficaz, na busca de soluções satisfatórias e de produtos e serviços inovadores”. Nosso êxito em chegar aos objetivos almejados será uma questão de coragem e esforço coletivo.

Por Newton de Girão Serra, instrutor  e consultor Sebrae e da Jr.Achievement
09.02.2009    


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