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Publicado em: 06/12/2007

Um em cada cinco partos no Brasil é de mãe adolescente, diz IBGE

O índice de partos em mães adolescentes no Brasil representou 20,5% do total de nascimentos no país em 2006. O número teve uma ligeira queda em relação ao ano anterior (20,7%). A realidade entre as regiões brasileiras é desigual, e o percentual de partos em mulheres com menos de 20 anos chega a quase dobrar entre as diferentes unidades federativas.

Enquanto no Maranhão o índice de partos em adolescentes foi de 27,6%, no Distrito Federal ficou em 15,3%. Os dados fazem parte das Estatísticas do Registro Civil divulgadas nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com informações levantadas nos cartórios do país em 2006.

Nos últimos dez anos, segundo o levantamento, o índice de partos em adolescentes caiu em três regiões, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e aumentou em duas --Norte e Nordeste. No país, o número permanece praticamente estável desde 2002, quando o índice foi de 19,9%. Em 2006, os percentuais dos Estados do Sul e do Sudeste ficaram abaixo da média brasileira e dos demais, acima.

Nascimentos

No geral, a pesquisa mostra declínio de registros de nascimento. Em 2006 foram registrados 2.799.128 milhões de nascimentos em todo o país em 2006, cerca de 75 mil a menos do que no ano anterior (2.874.753 milhões), ou seja, uma queda de 2,6%.

Só na região Norte houve aumento do número de registros (254,5 mil), 417 a mais do que em 2005 (254,1 mil), sendo que se concentraram no estados do Amapá (11,4%), Roraima (8,2%), Pará (1,4%) e Tocantins (0,3%).

Em termos absolutos, o ano com a maior quantidade de nascimentos registrados foi 1999, quando uma campanha nacional de registro civil foi o grande propulsor da elevação dos registros.

De acordo com o IBGE, quanto ao local de nascimento, 96,7% dos registros ocorreram em hospitais, à exceção do Acre, Amazonas, Pará e Maranhão, com percentuais de nascimentos em hospitais inferiores a 90%.

Em relação aos registros tardios, houve crescimento significativo dos nascimentos ocorridos em domicílios, passando de 1,7% nos ocorridos e registrados em 2006 para 20,0% entre os postergados.

No Acre, 42,1% dos registros tardios foram de nascimentos em domicílios, seguido do Amazonas (41,2%). Em relação aos ocorridos em local ignorado (não identificado), São Paulo se destacou dos demais, com 13,9%, entre os registros tardios.

 

Fonte: Folha Online
Edição: F.C.
06.12.2007


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