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Publicado em: 17/10/2008

Saiba como é a rotina de um médico em constante plantão

Dr. Sérgio Menezes equilibra seus plantões com a prática esportiva

Quando iniciam a vida na universidade, nem de longe, os estudantes de medicina imaginam a efervescência que é a vida de um médico, principalmente os que cumprem plantão fixo e sobreaviso. Para mostrar um pouco sobre esse lado da profissão nas vésperas do Dia do Médico, que é comemorado neste sábado (18), entrevistamos o médico cirurgião Sérgio Henrique Menezes.

Dr. Sérgio é plantonista do Prontomed e em todos os finais de semana cumpre plantão para o hospital. Segundo ele, quem tem uma vida assim não pode sair muito para festas, beber ou viajar. Ele comenta que este é um momento na vida de um médico e que nenhum profissional passa a vida inteira nessa função devido sua carga de desgaste e necessidade de dedicação intensa.

No entanto, o médico afirma que o plantão lhe dá prazer e que o trabalho que realiza é uma retribuição à sociedade e às pessoas que necessitam de atendimento. “O plantão cirúrgico é um sacrifício para o médico. Meu final de semana todo é voltado para isso. Mas é muito bom, pois vemos que conseguimos melhorar a vida das pessoas. Já houve casos em que me tiraram de eventos e até do aniversário da minha filha pequena. Mas tudo isso é gostoso, é gratificante”, destaca o médico.

O cirurgião defende ainda que o plantão deveria ser uma obrigação de todo médico, pois se adquiri uma experiência muito grande. “Existem médicos que não querem ficar de plantão, mas acredito que isso seria importante para a formação de qualquer um. Você deve retribuir para a sociedade e é bom fazer parte disto”, declara.

Sempre à disposição

O médico plantonista pode ser solicitado a qualquer momento e em qualquer dia da semana. São raros os momentos em que seu tempo está livre. Para o Dr. Sérgio já é tão comum ser solicitado, que quando seu telefone não toca, ele acha que há algum problema. “Dificilmente não me chamam e no final de semana que não opero, acho que tem alguma coisa errada”, diz o médico ao informar que no último final de semana fez quatro cirurgias.

“Todo mundo viaja, descansa, mas não tem isso com o médico. Estou no Prontomed há dois anos e meio e esta é uma rotina nossa. Geralmente aproveito os congressos para, nos intervalos, conhecer um pouco da cidade, mas é só. Certa vez viajei para descanso, mas várias pessoas ficaram me ligando”.

Preparo físico e psicológico

Com toda essa rotina não pensem que Dr. Sérgio só vive para a medicina. Ele mesmo orienta que para conviver bem com uma rotina como esta, deve-se ocupar a mente com outras coisas. Ele, por exemplo, é faixa preta de judô e treina frequentemente. “Faço sempre exercícios físicos. Isso é bom para manter o foco e me concentrar mais. A atividade faz me sentir melhor. E você deve procurar recursos para sair da rotina. Além do esporte, também estudo alemão e sempre faço algo. Também tenho um violão, mas não sou um bom tocador”, revela.

Embora a profissão lhe realize e o esporte lhe relaxe, Dr. Sérgio afirma que sua principal atividade e a que lhe dá mais prazer é brincar com suas filhas. “Não há nada melhor do que isso”, ressalta ao frisar que suas filhas, uma de quatro anos e outra de cinco meses, completam aniversário na mesma data.

Dr. Sérgio finaliza dizendo que o que mais lhe toca na profissão é a relação entre médico e paciente. Para ele, isto é fundamental para o trabalho do médico, pois a relação afetiva que se cria é muito forte. “Família confia muito em você, justamente porque é medico, mas se alguma coisa der errado, você será responsabilizado. Para o plantonista é mais difícil construir essa relação, pois é tudo muito rápido e o contato com a família é pouco”.

“No entanto, há situações que nos tocam e muitos de nossos pacientes retornam apenas para dizer que está tudo bem com ele. Eles agradecem pelo que fizemos por sua vida e isso é mais do que gratificante.


Allisson Bacelar
17.10.08


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Comentários

  • Marcelo Camacho disse: Bom, eu penso em ser médico ou dentista, ainda nao sei. Foi ideia de uma prima, ver sobre a rotina das duas profissões, e a do \"medico plantonista\" parece boa para min, que nao sou de sair. Mas ainda nao sei, pois sobra polco tempo para a família, e eu pretendo curti minha família e esposa (quando tiver). Tenho 15 anos, curso o segundo ano do ensino médio (parece estar errado, deveria ser 16 anos no segundo ano, é uma longa historia, em suma eu adiantei um ano).

  • Karina Assunção disse: olha estou no 2° ano do ensino médio, pretendo fazer faculdade de medicina e me especializar em clinico geral, pois vejo que o atendimento em postos e hospitais particulares chegam cada vez mais a um ponto de calamidade intensa! Pratico judÔ também sou faixa laranja ainda!Acho que todo proficional deve cumprir sua atividade de maneira prazeirosa, pois nada feito com carinho e sem pensar nos outros não dá certo, andei conversando com alguns médicos e muitos diziam que \"é cansativo e que só estaria ali porque realmente precisam, e porque o salário é bom\", creio eu que o dinheiro é a recompensa de um trabalho bem feito, e um dinheiro ganho somente para cumprir sua carga horária é um dinheiro extremamente sujo! Uma boa sorte para todos, felicidades e adorei a matéria! beijos

  • Alinne de Oliveira Nunes disse: Oi meu nome é Alinne eu tenho 14 anos e estudo o 1° médio, meu sonho é fazer a faculdade de medicina e com esse seu depoimento só me deu mais força e coragem pra batalhar e realizar meu sonho. bjos


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