Publicado em: 10/05/2011
Pesquisa brasileira alerta sobre a perda de audição nas crianças
Uma pesquisa realizada em Campinas (SP) revelou recentemente que crianças estão perdendo a audição por causa de hábitos errados. Foram estudados 500 casos para saber quais tipos de som elas estão expostas e, para a surpresa de muitos, foi comprovado que 29% delas têm queixas auditivas e 10% nunca tinham passado por um exame de audiometria.
De acordo com a pesquisadora e fonoaudióloga da Unicamp Keila Knobel, o estudo mostra que em 90% dos casos de exposição a sons altos, pais, irmãos mais velhos e outros familiares são os responsáveis pelo comando do volume. Chiado, zumbido e apito no ouvido foram algumas das queixas relatadas pelas crianças entrevistadas.
Um dos principais problemas que levam a perda de audição é a constante exposição a sons de forma prejudicial. É sabido que um adulto pode ficar exposto a um ruído de 85 decibéis por, em média, 8 horas sem ter maiores problemas. A cada cinco decibéis a mais, o tempo que ele pode ficar seguro exposto ao ruído cai pela metade. Não há como saber quais são os níveis seguros para criança uma vez que sua via auditiva ainda está em processo de maturação - e é diferente da do adulto. Brinquedos e livros educativos podem chegar a 110 decibéis.
O estudo faz um alerta sobre possíveis dificuldades de aprendizado que podem acontecer em caso de perda de audição. “Elas vão ter problemas tanto para ouvir a professora quanto de aprendizagem, vocabulário. Vários estudos já comprovaram que mesmo perdas leves podem atrasar o desenvolvimento de aprendizagem da criança”, diz Keila.
Quando há problema
Ainda de acordo com a Keila Knobel, crianças com problemas de audição apresentam alguns sinais. Procure um especialista caso o seu filho sempre peça para você repetir a mesma frase, assista à TV em volume alto, tenha desempenho escolar ruim, demore muito para falar ou troque letras, ou, ainda, se queixe de zumbido ou apito no ouvido.
Como prevenir
Perdas de audição podem ocorrer por dois motivos: infecções ou excesso de exposição a sons muito altos. O primeiro é inevitável, porque não há como prever, mas quanto mais cedo você procurar um médico, melhor para a recuperação do seu filho. O segundo motivo pode ser evitado com alguns cuidados. Evite levar crianças pequenas a shows muito barulhentos, não coloque música alta no carro ou em casa e não leve crianças para perto de fogos de artifício.
Fonte: Crescer
Edição: A.S.
10/05/2011
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