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Publicado em: 22/09/2011

Negação da família dificulta diagnóstico do Alzheimer

Segundo recente relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 75% dos portadores de Alzheimer no mundo ainda não foram diagnosticados.

Para os médicos, a negação familiar e a negligência – na maioria dos casos involuntária – com as manifestações dos os sintomas são dois dos principais fatores que impedem o diagnóstico precoce.

O início do problema é pontuado por sintomas subjetivos, geralmente confundido com ocorrências banais do cotidiano.

“Esquecimentos fazem parte do envelhecimento. A performance cai dentro de faixas normais. A família tolera esse tipo de situação e busca ajuda tardiamente, quando o a situação, na maioria das vezes, já é gritante”, alerta Rogério Adas Ayres de Oliveira, médico-assistente da equipe de neurologista do Hospital Santa Catarina.

Contra o tempo

Quando a doença é reconhecida logo no começo, durante a fase moderada ou leve, medicamentos e reabilitação conseguem diminuir a evolução do problema, endossa Maristela Costa, neurologista e neurofisiologista do Hospital do Coração (HCor).

Ao longo do tempo, os médicos conseguiram descobrir muitos dos mecanismos causadores do Alzheimer, mas ainda desconhecem tratamentos que possam curá-lo. A medicação melhora as sinapses – comunicações entre os neurônios – mas não trata a doença. Durante o quadro, o organismo passa a depositar gordura dentro dos neurônios, em um processo que a medicina ainda não sabe como conter.

“É uma doença sem cura, mas com tratamento. Precisamos quebrar essa ideia equivocada de que não há solução para amenizar os efeitos do Alzheimer. Em estágio inicial, temos recomendações e alternativas que podem ajudar a manter a independência, o bem-estar do paciente e até mesmo reduzir os custos e sofrimento dos familiares.”

Segundo a médica, nesse período inicial é possível exercitar a mente. A recomendação funciona como uma fisioterapia ou ginástica cerebral. Palavras-cruzadas, sudoku, baralho e leitura mantêm o cérebro ativo.

Criar o hábito de fazer pequenos resumos de textos lidos, manter a memória viva por meio de imagens fotográficas de familiares e fazer listas de compras antes de ir ao mercado são pequenas atividades que, somadas ao tratamento medicamentoso, permitem uma vida mais digna e menos sofrida durante a doença.

Fonte: Ig
Edição: C.P
22.09.2011

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