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Publicado em: 16/02/2012

Número de carros de Teresina triplica em 10 anos

O grande número de veículos que circulam por Teresina trouxe mais um problema para o centro da cidade, que funciona como o coração do município. As ruas permanecem iguais, mas com o aumento exponencial no número de veículos, culminando na escassez de vagas para estacionamentos públicos. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), de 2010 a 2011, quase 35 mil novos veículos começaram a circular em Teresina. Em 2001 eram apenas 109.811 circulando na capital. Por sua vez, o último dado do Departamento Nacional de Trânsito já aponta a frota superior a 317 mil veículos, somente na capital, número quase três vezes maior que o levantamento feito há 11 anos.

Basta caminhar pelo centro para constatar várias infrações. Veículos estacionados em frente a garagens; além do desrespeito ao espaço máximo de cinco metros de distância do retorno. Situações como essas são constantes, mas algumas ainda superam e são o retrato de que falta realmente vaga para tantos veículos.

Na Rua David Caldas, por exemplo, próximo à Central de Artesanato, apesar de uma placa informar que é permitido estacionar apenas veículos para carga e descarga, carros de passeio e motos ocupam o lugar. Mais à frente, ao chegar na Praça Pedro II, um outro flagrante, comum em todo o centro da cidade: carros e motos estacionados nos dois lados da pista.

A via, que é mão única, permite apenas ocupar vaga do lado direito. O aposentado Francisco das Chagas admite que estacionou em local indevido, do lado esquerdo da via, mas afirma que, muitas vezes, prefere procurar vagas em locais mais distantes do centro, tanto para evitar multas, quanto para evitar o trânsito na região.

Para ele, não compensa pagar pelo alto custo dos estacionamentos, mas nesse caso, reconhece que precisa enfrentar o dilema da distância. “Os estacionamentos cobram um preço altíssimo e não dão condição de a gente usar. Às vezes quando eu venho ao centro prefiro deixar longe, porque eu sei que não vou encontrar vaga”, revela.

Já para o motorista Dema Silva, o problema do trânsito vai além do espaço. “Já andei por muitos lugares e aqui parece que os motoristas não entendem o trânsito. Por onde andei, tem lugares em que o trânsito não é tão difícil, mas aqui é assim, não tem espaço para estacionar”, argumenta.

Vagas públicas para estacionar podem diminuir
A escassez de vagas para estacionar e o crescente número de veículos podem resultar em pouco tempo na diminuição de estacionamentos para veículos no centro de Teresina.

Segundo a superintendente de Transportes e Trânsito da cidade, Alzenir Porto, a tendência é reduzir ainda mais o número de vagas públicas, para dar maior fluidez ao trânsito da região.

“Aqui em Teresina está assim: ou tem trânsito, ou tem estacionamento. A pista de rolamento não é lugar para estacionar. Os trechos que têm são poucos e pequenos, pois a área está totalmente aquém do que se dá para atender. As pessoas têm que entender que estacionamento hoje é artigo de luxo. E o que vai acontecer daqui a um tempo é reduzir mais porque a cada dia que passa nós precisamos de mais espaços”, explica.

Por conta dos estacionamentos indevidos, a STRANS tem aumentado também a fiscalização e as multas têm gerado grande insatisfação na população. A superintendente alerta os teresinenses a estacionarem em locais com sinalização, e informa que futuramente, veículos poderão ser retirados do local por estacionar em local proibido ou indevido.

“Quem estaciona dos dois lados, deixa ciente que pode pagar multa. A faixa da esquerda em via de mão única é para quem está em velocidade maior. A STRANS futuramente deve ter um pátio de guardar veículos. Haverá muitas remoções, mas a multa só se aplica ao condutor que infringir a lei”.

Alzenir orienta os condutores para evitar situações como essas. “Basta que o motorista procure e veja onde não tem placa do lado direito proibindo estacionamento é porque ali é permitido. Onde tem placa de proibido estacionar o condutor estará passível de responder por essa infração”, completa.


Fonte: Meio Norte
Edição: F.C.
16.02.2012


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