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Publicado em: 12/08/2010

Medicina como herança familiar

Escolher a Medicina como carreira não é uma decisão fácil, já que o principal material de trabalho é a vida humana. Muito mais do que ter status, ser médico é fazer uma escolha de renúncia e abnegação em favor dos outros. Estudos permanentes, jornadas de trabalho extensas e plantões em qualquer dia do ano fazem parte da rotina destes profissionais. Mas apesar das adversidades, exercer a Medicina pode ser algo tão gratificante e inspirador que passa de pai para filho. É o caso de Gustavo Eduardo Pires Fontenelle. 

Filho do endocrinologista José de Brito Fontenelle e da ginecologista Raimunda Pires Fontenelle, Gustavo é um dos novos médicos que ingressam no mercado em 2010. A carreira dos pais já tinha sido escolha do irmão mais velho, Felipe Rafael, que hoje é residente de pediatria.  

Dra. Raimunda afirma que procurou não influenciar o filho na decisão. “Eu acho que eles se espelharam na gente. Via de regra, as pessoas acham que seguir a carreira dos pais é o caminho mais fácil, mas não é assim”, explica. “O Gustavo tem vocação, desde criança ele já falava que queria ser médico”, conta a médica, que tem ainda uma filha caçula, Cláudia Rita, que está cursando o 5º período do mesmo curso. 

Dra. Raimunda Fontenele exibe fotos dos filhos

Dra. Raimunda Fontenele exibe fotos dos filhos

Para Gustavo, ser filho de dois médicos é um grande orgulho. “Você cresce vendo bons valores, vendo o quanto é bom ajudar as pessoas e acaba fascinado. As orientações e os ensinamentos de vida que meus pais me passaram, acredito que muitos deles, foram adquiridos com a vida médica”, analisa o médico, que desde criança acompanhava a mãe nos consultórios. “Desde cedo minha mãe me levava pra ficar nos locais onde trabalhava e como toda criança curiosa eu queria ver, participar e acabei gostando de tudo aquilo, muitas vezes sem entender quase nada. E à medida que fui amadurecendo, fui percebendo como era gratificante poder ajudar as pessoas, como era empolgante e desafiante a medicina. Por isso, quando chegou a hora de decidir o curso para o vestibular não tive dúvidas”, relembra.

O futuro, segundo Gustavo, é de muitos estudos e trabalho. “Pretendo ingressar em uma residência de clinica médica, me aprofundar nos meus conhecimentos e posteriormente escolher uma especialidade desta área. Quando estiver completamente graduado, meu destino vai depender das oportunidades que surgirem, mas pretendo montar meu consultório, participar da formação acadêmica, e na medida do possível contribuir com algum projeto social”, planeja. Um exemplo de berço familiar que dá belos ensinamentos de vida.

Amanda Neco
12/08/2010


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