Publicado em: 17/01/2012
Indústria Farmacêutica terá que revelar pagamentos feitos a médicos
O leque de envolvimentos inclui ainda o fornecimento de amostras grátis e o pagamento de almoços e jantares. Segundo reportagem publicada no jornal The New York Times, o objetivo é evitar que haja conflitos de interesses na área médica.
As novas exigências devem entrar em vigor em breve, já que estão atrasadas. Isso porque segundo a nova lei de saúde americana, o governo deveria ter estabelecido esse relatório de pagamentos em outubro de 2011. A população dos EUA tem até o dia 17 de fevereiro para comentar as propostas. Após as análises, será emitida uma lei final sobre o assunto.
Decisão médica - A decisão do governo Obama teria sido tomada após alguns estudos indicarem que esses pagamentos podem influenciar as escolhas médicas sobre quais tratamentos e remédios indicar. Eles contribuiriam, assim, para um aumento nos custos dos serviços, uma vez que encorajam os médicos a optarem por medicamentos ou instrumentos mais caros.
De acordo com o New York Times, um grande número de médicos recebem pagamentos de indústrias farmacêuticas todos os anos, em troca de conselhos profissionais ou palestras. Análises feitas pela publicação indicam que cerca de 25% dos médicos americanos recebem esses pagamentos e cerca de dois terços aceitam rotineiramente convites para almoços, tanto para si mesmos como membros da sua equipe.
Fiscalização – Dentro das novas normas, empresas que tenham pelo menos um produto coberto pelos sistemas de saúde americanos Medicare e Medicaid terão de revelar todos os pagamentos feitos a médicos que não integrem seu quadro de funcionários. Os dados serão publicados pelo governo na internet e poderão ser acessados pela população.
Estima-se que mais de 1.100 empresas terão de divulgar informações. Aquelas que não prestarem contas serão multadas em 10.000 dólares por cada pagamento não comunicado. Se essa omissão for feita deliberadamente, a multa poderá ser de até 100.000 dólares por violação, no limite de 1 milhão de dólares por ano.
Fonte: Veja.com
Edição: C.P
17.01.2011
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