Publicado em: 27/11/2009
Humana aconselha pacientes a ouvirem segunda opinião
A maioria dos piauienses ainda não adotou o bom hábito de procurar uma segunda opinião médica, nem mesmo quando precisam passar por procedimentos mais delicados como as cirurgias. Eles costumam confiar plenamente no diagnóstico dado pelo médico e ignoram a possibilidade de falha.
Diagnóstico, no entanto, não é sentença incorrigível. Médicos podem enganar-se e divergir entre si. Tanto que existe no Brasil uma Associação das Vítimas de Erros Médicos, que contabilizou, somente nos dez primeiros anos após sua fundação (em 1991), mais de quatro mil processos abertos por erro médico.
Mesmo quando as operadoras de saúde oferecem aos clientes esta oportunidade, alguns ainda são resistentes, como afirma a supervisora de Atendimento da Humana Saúde, Danielli Marreiros. Ela ressalta que a segunda opinião é importante tanto para o cliente quanto para a própria operadora, que é quem deve “controlar” a poupança do cliente, assegurando-lhe a melhor opção de tratamento.
Danielli Marreiros acrescenta que ouvir a opinião de outro médico não representa custos para o cliente Humana. O plano de saúde lhe dá este direito, e ainda faz todos os encaminhamentos necessários para que ele se dirija ao médico. Até mesmo a consulta é marcada pelas atendentes da operadora. “Uma segunda opinião pode evitar que o paciente passe por um procedimento cirúrgico, como já aconteceu várias vezes com nossos clientes”, conta.
O médico ortopedista, Pedro Coimbra, diz que a postura dos pacientes tem mudado nos últimos anos. Aos poucos, eles começam a se preocupar mais com a segurança do diagnóstico, e procuram a segunda opinião com mais freqüência. Neste momento, Coimbra diz que é importante que o médico solicitado seja ético e sincero com seu paciente. “Se o diagnóstico do médico que dará a segunda opinião for diferente, então que ele seja sincero e esclareça todas as dúvidas do paciente”, aconselha.
Nem sempre, ele explica, o médico que dá o primeiro diagnóstico, comete erros. O que acontece é que existem diversos tipos de tratamento para uma mesma doença, ou mesmo diferentes tipos de cirurgia para o mesmo quadro. Cabe ao médico esclarecer o caso e deixar o paciente informado.
Pollyana Rocha
27.11.2009
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