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Publicado em: 03/03/2011

Hipertensão atinge um em cada três brasileiros

De acordo com o cardiologista Roberto Kalil, a automedição de pressão é um problema, principalmente se a pessoa usar aparelhos que podem estar descalibrados e fizer isso aleatoriamente. Segundo o cardiologista, o hábito pode se tornar uma paranoia, além de induzir muitos a abandonar a medicação e os demais cuidados com a saúde.

Um dos maiores vilões da hipertensão é o sódio, mineral presente em alimentos industrializados e também no sal de cozinha. Há quem coloque sal em tudo: na salada, nos pratos quentes e nos já salgados. Em média, a população ingere três vezes mais sal por dia que o recomendado pelo Ministério da Saúde: 15g, em vez de 5g.

Se não tratada, a pressão alta pode levar a um derrame cerebral (ou AVC), infarto ou lesões no organismo, como obstruções cerebrais e arteriais, problemas nos olhos, crescimento do coração e mau funcionamento dos rins. Também pode motivar problemas de circulação nas pernas e nos genitais.

Para fazer a medição, segundo o nefrologista e especialista em pressão Décio Mion, é preciso que o paciente esteja sentado, relaxado e sem cruzar as pernas. O braço deve ficar na altura do coração. Alguns fatores podem alterar o resultado, como apresentar uma dor crônica, ter fumado ou tomado café minutos antes, ou estar com a bexiga cheia. Uma situação difícil na vida de uma pessoa também pode acusar uma falsa hipertensão.

Mion esclarece que o número maior da pressão é quando o coração se contrai; e o menor é quando ele relaxa. A recomendação do médico é que o paciente perca peso, faça exercícios e coma menos sal. Ele também explicou que pessoas da raça negra costumam sofrer mais de hipertensão, assim como idosos e obesos. As mulheres apresentam mais o problema depois da menopausa, pois os hormônios femininos as protegem.

Os aparelhos que tiram a pressão pelo pulso não são muito confiáveis, de acordo com Mion. O melhor é fazer a verificação pelo braço, o que pode ser realizado por um farmacêutico – mas só o médico pode fazer uma avaliação completa.

Fonte: Bem Estar
Edição: Andréia Sousa
03/03/2011


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