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Publicado em: 24/07/2007

Hepatite C : Cura já pode ser considerada realidade

A cura para a hepatite C, doença que acomete atualmente cerca de 3 milhões de pessoas no país, já pode ser considerada uma realidade. A enfermidade, principal causa de transplantes de fígado no mundo, é vista como uma questão de saúde pública e infecta até cinco vezes mais que a AIDS. Um estudo recente, do Virginia Commonwealth University Medical Center - EUA, apontou que o tratamento com a combinação de dois medicamentos - o interferon peguilado alfa-2a (Pegasys) e a ribavirina -promove a eliminação do vírus da Hepatite C (HCV) do sangue dos pacientes até 7 anos após o final da terapia.

A boa notícia foi anunciada com a conclusão de análises realizadas com 997 pacientes que eliminaram o vírus do sangue no final do tratamento e se mantiveram desse jeito seis meses após a retirada dos remédios. Essa situação é chamada pelos médicos de "resposta virológica sustentada" e é o melhor indicador do sucesso do tratamento. Destes 997 pacientes que obtiveram a resposta positiva, 99% se mantiveram assim mesmo após sete anos sem uso de qualquer medicação. Portanto, isso pode se entendido como a cura da doença.

O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas e manipulação com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas. Por ser silenciosa, já que raramente apresenta sintomas, a doença pode evoluir para quadros mais graves, como câncer e cirrose, sem que o paciente perceba o risco que ela representa para sua saúde.

No Brasil, quase 90% dos infectados não sabem que estão com a doença. As pessoas que receberam sangue antes de 1993 têm grandes riscos de estarem contaminadas e não terem conhecimento. Antes desse período, o sangue destinado às transfusões não era analisado em relação ao vírus da hepatite C, pois não se conhecia completamente essa forma de hepatite. Segundo Estimativas da Organização Mundial da Saúde, a doença atinja hoje cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo.

Nada impede que o portador da hepatite C possa ter uma vida normal. A doença tem grande chance de cura. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Dos 80% restantes, aproximadamente dois terços, quando tratados corretamente, são curados. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde.

Mais informações sobre a doença no site www.hepatitec.com.br

QUIZ - Faça o teste e veja se você corre algum risco de ter a hepatite C!

- Recebi transfusão de sangue ou derivados (plasma, fatores de coagulação ou plaquetas) antes de 1993

- Já usei medicamentos injetáveis (na veia ou no músculo) antes de partidas de futebol (exemplo de medicamento: gluconergan®)

- Tenho costume de compartilhar alicates de unha

- Tenho costume de compartilhar escovas de dente

- Tenho costume de compartilhar lâminas de barbear

- Realizei um piercing e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

- Realizei uma tatuagem e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

- Realizei uma tatuagem ou um piercing há mais de 10 anos

- Fiz acupuntura e não sei se o profissional usava as técnicas de higiene mais adequadas

- Já usei ou uso drogas injetáveis (cocaína)

- Já usei ou uso drogas inalatórias (cocaína ou crack)

- Sou profissional da saúde ou bombeiro ou policial e já tive contato com sangue de alguma pessoa sem tomar as devidas precauções

- Minha mãe teve ou pode ter tido hepatite C quando eu nasci

Caso você tenha assinalado um ou mais quadrinhos, é importante que você converse com o seu médico e avalie a necessidade de solicitar o teste anti-HCV, que pode informar se você teve ou não contato com o vírus da hepatite C. É ideal que você procure algum especialista em hepatites (gastroenterologista, hepatologista ou infectologista).
 
 
Fonte:SEGS
Edição: F.C.
24/07/2007


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