Publicado em: 12/04/2007
Gerenciamento de Pacientes Crônicos ajuda na Redução de Custos
O cenário de gerenciamento de pacientes crônicos vem sendo alardeado como uma das medidas para a queda dos valores exorbitantes do custo da assistência médica. Em outras palavras, diagnosticou-se que o custo assistencial explodia em duas vertentes: os eventos de alto risco (internações e atos cirúrgicos complicados) e aqueles indivíduos com alta freqüência de visitação à rede médica e baixo custo individual de atendimento (o paciente chamado crônico). Entende-se como esse grupo os portadores de patologias como hipertensão, diabetes, cardiopatias, portadores de doenças respiratórias como asma, bronquite.
De um modo geral é possível "gerenciar" este último grupo muito mais que o primeiro. A previsibilidade de ocorrência do evento de alto custo do segundo grupo é possível de ser prevista, pois se trata de doenças crônico-degenerativas, que acusam seu agravamento dando "sinais" - os quais são os indicadores do risco eminente.
Programas de Qualidade de Vida se propuseram a dedicar programas especializados a estes pacientes, muitas vezes movidos mais pela boa vontade e na tentativa e erro do que consultorias especializadas. Nesse ponto o Grupo Qualicorp trabalhou durante anos visitando empresas no Brasil e nos EUA, "queimando" estas etapas e desenhando um programa de ação para o auxílio a estes indivíduos portadores destas doenças.
O maior equívoco da assistência à saúde vem do próprio usuário. As pessoas ao se sentirem mal procuram Hospitais e/ou especialistas. Uma dor abdominal se torna uma visita a um gastro. Uma dor no peito a um cardiologista. Uma dor de cabeça ao neurologista. O caminho está correto? Não. Isso é o gerenciamento de pacientes crônicos - o resgate do médico de família - aquele generalista que lhe conhece durante muito tempo acompanha sua evolução e por deter dados de sua história consegue maior acuidade no diagnóstico e conseqüentemente no tratamento.
Várias empresas que tinham seu foco em internações domiciliares - home care - migraram para este segmento, passando a oferecer "pacotes" de monitoramento destes pacientes. Sem dúvida é um mercado em franco crescimento. Daí o equívoco: não se trata de monitorá-los, mas de informá-los da gravidade e dos cuidados de sua doença.
Os programas seguem quase sempre a mesma linha: criam fatores de risco, fazem o mapeamento, elegem níveis de gravidade do estado em que o paciente se encontra e passam a oferecer recursos conforme o caso. "Mas, como se trata de gente, não existe uma receita de bolo. Daí o desafio", afirma José Augusto Alves de Paula, diretor técnico-operacional do Grupo Qualicorp.
Fonte: Revista Cobertura
Edição: F.C.
12.04.2007
Comentários
Últimas: Notícias
- 08/02/2012 - Falta de fio dental pode causar sangramentos e doenças na gengiva
- 07/02/2012 - EUA aumentam financiamento para pesquisas sobre Alzheimer
- 07/02/2012 - Crianças deixadas de lado durante as brincadeiras são mais sedentárias
- 07/02/2012 - Engeplus se consolida na produção de sistemas de gerenciamento hospitalar
- 07/02/2012 - Bebê que come papinha dada com colher fica mais gordo
- 06/02/2012 - Inteligência para viver mais
- 06/02/2012 - A esperança das editoras de livro
- 06/02/2012 - Vinicius Nogueira é destaque na TV piauiense
- 06/02/2012 - Resolução da Anvisa mantém veto a cigarro com sabor e libera açúcar
- 03/02/2012 - Conheça os riscos e benefícios de alguns pratos típicos do Nordeste
- Veja Mais




