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Publicado em: 01/07/2009

Funcionário da Humana dá aulas gratuitas de karatê para crianças carentes

Antônio Francisco dedica seu tempo livre ao esporte e ao trabalho voluntário

A paixão pelo esporte e a sensibilidade com os mais necessitados levou Antônio Francisco Soares e Silva a dedicar parte de seu tempo ao ensino do karatê a pessoas carentes. Ele, que presta serviços para a Humana Saúde, dá aulas gratuitamente para mais de 30 pessoas no bairro Santa Maria da Codipi, periferia de Teresina. O trabalho é totalmente voluntário e conta com o apoio dos pais dos alunos e escolas da região.

Francisco conta que começou a treinar karatê no bairro com um professor chamado José Gomes, mas que tempos depois ele teve que ir embora. Como era o aluno mais graduado na época e via o interesse da comunidade em continuar praticando a arte marcial, Francisco decidiu continuar o trabalho. “Como tinha muitos alunos eu senti a necessidade de continuar dando aulas para que o projeto não acabasse”, relembra.

Antônio Francisco revela que já está à frente das aulas há oito anos e cada vez mais as pessoas buscam o esporte. “As aulas são ministradas aos sábados e domingos em escolas do bairro cedidas pela Prefeitura de Teresina e Governo do Estado. O pessoal da comunidade demonstra muito interesse e vários pais acompanham os treinos de seus filhos”, diz ele ao informar que a turma possui alunos de 7 a 30 anos.

Motivação

Questionado sobre onde encontra motivação para tal esforço sem obter nenhuma remuneração, Francisco destaca que tem paixão pelo esporte a acredita que ele trabalha na formação moral de seus alunos. “O projeto não envolve só o karatê. Fazemos reunião com os pais e acompanhamos os estudos dos alunos. Gosto de participar da disciplina deles. Além disso, estamos trabalhando o caráter de cada um”, diz.

O karateca diz ainda que tem imenso prazer com o esporte, pois além de graduar seus alunos também está se graduando. “Também faço isso por prazer, pois gosto muito de treinar. Com isso, mantenho minha forma e ganho em saúde”, comenta.

Apoio

Como todo o trabalho é voluntário, Francisco revela que há algumas dificuldades na manutenção do projeto. Ele diz que muitos alunos têm dificuldades para adquirir o kimono. “A maioria das pessoas que treina comigo é carente e não tem condições de adquirir um kimono que custa, em média, R$ 90. Para amenizar a situação, fazemos rifas e compramos kimonos em bazares, para diminuir os custos”, afirma.

Francisco diz ainda que para fazer o exame para mudar de faixa é necessário o kimono e todos se unem para ajudar. “A simplicidade do grupo e a ajuda de pessoas que apóiam o trabalho é muito importante. Todos contribuem para manter o projeto vivo. Dar aulas para estas pessoas é gratificante”, declara.

Para participar dos treinos de karate com Antônio Francisco, basta contatá-lo. Após a matricula, ele faz uma avaliação física e, se não tiver nenhum impedimento físico, inicia as aulas.


Allisson Bacelar
01.07.09


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