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Publicado em: 29/01/2010

Falta de motivação é inimiga dos detalhes importantes

Quando as pessoas procuram por alguma coisa difícil de ser achada, elas dificilmente chegam a um resultado rápido. E o inverso também é verdadeiro: quando as pessoas procuram por coisas comuns, objetos rotineiros e familiares, elas sempre tem a sensação de que acabaram de vê-lo em algum lugar. Um novo estudo publicado no periódico Current Biology, traz novas ideias para entender isso e sugere algumas estratégias fáceis que podem ajudar alguns tipos de profissionais a executar melhor seus trabalhos.

“O que é raro, dificilmente é notado”, pontua Jeremy Wolfe da Escola de Medicina de Harvard. Isso significa que se você procurar 20 bombas em 40 malas em um aeroporto, é provável que será melhor sucedido do que se procurar as mesmas 20 bombas em 4 mil sacolas diferentes. Faz um certo sentido. Mas a questão é “por quê?”. A resposta não está no número de malas, mas no tempo em que é possível alguém ficar em estado de alerta.

“É uma questão de comportamento adaptativo do nosso cérebro. Se você sabe que tem algo bom para se comer em um determinado lugar, você procura até achar. Mas se na maioria das vezes o que você procura não está lá, você acaba desistindo e indo caçar em outro lugar”, explica Wolfe.

Atenção constante

Mas essa questão adaptativa da natureza pode causar problemas quando as pessoas são responsáveis por procurar algo raro (como as bombas em malas de um aeroporto, digamos). Os técnicos de segurança sabem que na maioria das malas não há nada, assim como os médicos sabem que na maioria das vezes não há um tumor no cérebro das pessoas – tudo isso é exceção – mas eles devem ficar atentos para tentar achar essas coisas raras (e perigosas para a saúde das pessoas). “Infelizmente não somos exatamente tão bons nisso quanto gostaríamos”, diz o pesquisador.

Mas Wolfe aponta que pode haver meios de resolver esse problema ou pelo menos melhorar nossa motivação na hora de procurar algo importante. O pesquisador diz que é possível diminuir a margem de erros realizando treinamentos rápidos no início de cada turno. Se os profissionais fizerem um rápido treino para reconhecer tumores no cérebro a partir de imagens, por exemplo, normalmente isso aumenta as chances de diagnósticos corretos durante algum tempo depois, ou seja, fica-se em estado de alerta e comete-se menos erros.


Fonte: Uol
Edição: P.R
29.01.2010


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