Publicado em: 27/10/2011
Executivas sofrem mais de estresse do que homens na mesma função
Ao que parece, 46% delas sofrem desse mal, enquanto que apenas 32% dos homens na mesma função apresentam tal distúrbio.
“Os homens são orientados, desde pequenos, a reagirem de modo mais prático ao estresse. Já as mulheres, não. Elas são orientadas a terem reações mais emotivas”, diz a diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, Marilda Emmanuel Novaes Lipp.
Para ela, o problema no público feminino se deve a fatores culturais. “Após uma reunião difícil, o homem sai e resolve a situação. Já a mulher conta o assunto para outras pessoas e remoe o problema. Ou seja, ela revive aquilo diversas vezes, na medida que conta o ocorrido para alguém”, diz a profissional que comandou o estudo.
Risco potencial
Para a psicóloga Márcia Merquior, tais níveis podem trazer reflexos à saúde, ao relacionamento pessoal, familiar e profissional do indivíduo. “Níveis elevados podem causar uma queda de desempenho de produtividade no trabalho e na atividade intelectual e sexual”, diz.
O estudo também avaliou a pressão arterial dos executivos cariocas: 26,7% dos homens e 22,4% das mulheres apresentavam níveis elevados.
“O índice é alto para a faixa etária estudada em relação à população total. Cerca de 10% em ambos os sexos estão com níveis compatíveis com o que consideramos como 'pré-hipertensão', explicou o diretor do Vita Check-Up Center, Antonio Carlos Till.
Já na análise do colesterol total, o resultado foi ainda pior: mais da metade do grupo masculino (54,8%) encontra-se na faixa acima da normalidade. E as mulheres também não ficaram atrás: 41,8% delas também tiveram níveis elevados.
Obesidade
E quanto à aparência, os homens realmente parecem se mostrar mais desleixados que as mulheres. De acordo com a pesquisa, 65% dos executivos apresentam sobrepeso ou obesidade, contra 29,7% das mulheres na mesma função. O que nem sempre pode se mostrar uma grande vantagem, especialmente para o público feminino.
Segundo o levantamento, mesmo com uma circunferência abdominal inferior, as mulheres tendem a apresentar um risco cardiovascular equivalente ao dos homens.
Para se ter uma ideia, enquanto o risco deles é de 27,5%, o delas é de 25,9%. "Preocupadas com o peso, as mulheres comem menos, mas nem sempre com qualidade", diz Till.
A pesquisa
O estudo avaliou cerca de 7.100 exames de executivos cariocas, sendo 76,5% do sexo masculino e 23,5% do feminino. A idade média considerada foi de 45 anos para os homens e 41 anos para as mulheres. Do total, 47,3% se mostraram sedentários e 52,7% afirmaram praticar exercícios físicos pelo menos três vezes por semana.
Fonte: Infomoney
Edição: C.P
27.10.2011
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