Publicado em: 16/11/2011
Estatina combate também a obstrução de artérias
A substância estatina, um conhecido medicamento para o controle do colesterol, pode ainda ser benéfica no combate à formação de coágulos em vasos sanguíneos. De acordo com uma pesquisa publicada no The New England Journal of Medicine, a droga se mostrou eficiente em pesquisas clínicas na desobstrução de alguns dos bloqueios formados em artérias coronárias entupidas. Durante a pesquisa, foram dadas altas doses de dois fármacos de estatina: rosuvastatina (40 miligramas) e atorvastatin ou Liptor (80 miligramas), para 1.039 voluntários com evidências de doença cardíaca. Foram feitos exames de ultrassom para mensurar a quantidade de placas formadas dentro das artérias.
O estudo foi o maior já feito usando esses métodos para avaliar a progressão da doença cardíaca ou sua recessão. Os pacientes foram acompanhados por dois anos. A equipe de pesquisadores, coordenada por Stephen J. Nicholls, mostrou que o volume de plaquetas caiu quase 1% no grupo que tomou atorvastatin e 1,2% no grupo do rosuvastatina.
Estudos anteriores já haviam mostrado que doses elevadas de rosuvastatina aumentam o HDL (conhecido como colesterol bom), mas que o atorvastatin não tinha efeito nesse colesterol. No novo estudo, as taxas de LDL (colesterol ruim) eram similares nos dois grupos, enquanto a diferença nos níveis de HDL era menor do que a vista em outros estudos. Os pacientes que tomavam rosuvastatina, no entanto, apresentavam as maiores taxas de HDL.
O grupo de participantes apresentou menos casos de ataque cardíaco, derrame ou intervenções para angioplastia, do que o tipicamente visto em pessoas que ingerem menores doses de estatinas. De acordo com Nicholls, a dosagem elevada da droga aparentemente funcionou como uma proteção contra o bloqueio dos vasos, além de ter sido bem tolerada pelos pacientes.
“Os médicos têm sido relutantes em usar altas doses de estatina, mas nesse estudo as drogas se mostraram seguras, bem toleradas e tiveram um impacto profundo nos níveis de lipídeos, na quantidade de plaquetas nos vasos e no número de eventos cardiovasculares”, diz Nicholls.
Fonte: Veja
Edição: F.C.
16.11.2011
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