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Publicado em: 07/02/2008

Cuidado com alergias causadas pelo cloro da piscina

Banho de piscina é uma delícia, mas pode trazer alguns efeitos indesejados: pele e cabelos ressecados, irritação nos olhos e no nariz e até crises de coceira e espirros. Felizmente, é possível aproveitar os mergulhos o verão inteiro sem terminar a temporada com a saúde prejudicada. A dermatologista Samia Yarak, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que o cloro, o cobre e outros metais pesados usados para deixar a piscina própria para banho são as principais fontes de irritação respiratória e cutânea, mas raramente causam alergias crônicas ou doenças mais sérias.

- O cloro é uma substância tóxica que, mesmo em doses baixas como as usadas nas piscinas, pode irritar nossa pele. Isso porque da mesma forma que o químico mata os fungos, as bactérias e os vírus na água, também retira a camada protetora da pele e dos cabelos, que acabam ficando ressecados. Também prejudica as mucosas dos olhos e do nariz. Crianças e idosos devem ter cuidado redobrado, já que, por causa da baixa ação hormonal, costumam ter a pele mais seca - explica a médica.

Para proteger os cabelos, a dermatologista sugere o uso de cremes sem enxágüe, do silicone e dos filtros solares capilares. Já a pele deve ser hidratada diariamente com produtos que contenham ceramidas, óleos de amêndoa ou oliva, manteiga de karité, aveia e vitamina E. Tomar uma chuveirada de água doce depois de cada mergulho também ajuda a remover os resíduos de cloro do corpo.

- Quem costuma ter irritação nos olhos e no nariz também deve lavar essas regiões com água doce, de preferência mineral, depois de cada mergulho. Os pais devem orientar os filhos a não abrirem os olhos embaixo da água, já que a irritação constante pode causar uma conjuntivite alérgica.

Se o seu problema são os cabelos esverdeados causados pelo excesso de cobre na piscina, Samia Yarak ensina:

- Além dos produtos anti-resíduos à venda nas farmácias que funcionam muito bem, dá para retirar a cor verde dos fios com uma mistura de fermento ou peróxido de hidrogênio a 2% diluído em água.

Piscinas salinizadas não são melhores para a saúde

Moda nos últimos verões, a piscina salinizada não é tão inocente quanto parece. Assim como as piscinas comuns, elas contêm cloro, a diferença é que o cloro é natural e em uma quantidade menor. Por isso ela é indicada para quem pratica esportes aquáticos ou passa muito tempo na piscina.

- As piscinas públicas - de academia, clube ou condomínio - são obrigadas por lei pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a terem cloro, já que só essa substância mantém a piscina livre de bactérias por vários dias - explica Fábio Forlenza, técnico da empresa HTH, especializada em clorar piscinas, e responsável pela qualidade da água das piscinas dos últimos Jogos Pan Americanos.

Para proteger os cabelos, a dermatologista sugere o uso de cremes sem enxágüe, do silicone e dos filtros solares capilares. Já a pele deve ser hidratada diariamente com produtos que contenham ceramidas, óleos de amêndoa ou oliva, manteiga de karité, aveia e vitamina E. Tomar uma chuveirada de água doce depois de cada mergulho também ajuda a remover os resíduos de cloro do corpo.

- Quem costuma ter irritação nos olhos e no nariz também deve lavar essas regiões com água doce, de preferência mineral, depois de cada mergulho. Os pais devem orientar os filhos a não abrirem os olhos embaixo da água, já que a irritação constante pode causar uma conjuntivite alérgica.

Se o seu problema são os cabelos esverdeados causados pelo excesso de cobre na piscina, Samia Yarak ensina:

- Além dos produtos anti-resíduos à venda nas farmácias que funcionam muito bem, dá para retirar a cor verde dos fios com uma mistura de fermento ou peróxido de hidrogênio a 2% diluído em água.

Fonte: O Globo
Edição: Allisson Bacelar
07.02.08


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