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Publicado em: 13/11/2007

Cruzada antidengue

Médicos de todo o Brasil estão sendo convocados para o esforço de evitar as mortes relacionadas à dengue hemorrágica. O Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina estão enviando 300 mil cartas para profissionais de saúde, alertando e convocando para a mobilização nacional. Desde o início do ano, a dengue já causou 121 mortes e contaminou mais de 480 mil pessoas no País.

“É inaceitável haver mortes relacionadas à dengue, quando há um sistema de saúde estruturado como o brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A estratégia conjunta tem o objetivo de orientar os médicos a diagnosticar a dengue no seu estágio inicial. De acordo com especialistas, a atenção correta ao paciente reduz a quase zero a chance de morte por dengue hemorrágica.

A medida será complementada com o envio de um CD que está sendo produzido pelo ministério e conselho. O material trará informações sobre os sintomas da doença, o diagnóstico e o que deve ser feito pelo profissional. Além disso, estará disponível no site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br/svs) um guia atualizado de diagnóstico e clínica médica.

QUATRO SOROTIPOS

Um dos pontos que favorece o surgimento da dengue hemorrágica é a circulação em território nacional de três dos quatro sorotipos existentes da dengue. O índice de morte por febre hemorrágica tem sido de 10% no Brasil.

“Temos que redobrar a informação, aumentar a mobilização, informar adequadamente. Nosso objetivo no ano que vem é reduzir o número de mortos”, disse Temporão, acrescentando: “Há uma preocupação no sentido de que uma nova geração, que nasceu dos anos 90 para cá, não está imune a esses sorotipos (1 e 2).”

Os sintomas mais evidentes são febre, dor no corpo e falta de apetite. A prevenção é a melhor forma de combater a doença. Esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água são algumas iniciativas básicas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Fonte: O Dia
Edição: Clarissa Poty
13.11.2007


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