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Publicado em: 09/11/2007

Crianças tratam robô como amigo em pesquisa nos Estados Unidos

Um estudo do Institute for Neural Computation da Universidade da Califórnia, analisou como crianças de 18 a 24 meses de idade se comportariam na interação com um robô.

Os pesquisadores reuniram o grupo de crianças na faixa etária adequada, pois não teriam nenhum conceito formado sobre robôs, para interagir com um protótipo de robô humanóide QRIO, fabricado no Japão pela Sony. Entre março e julho de 2005 as crianças e o robô foram submetidos a 45 sessões de aproximadamente 50 minutos, gravadas por duas câmeras.

Na pesquisa, que tem por objetivo desenvolver arquiteturas de computação capazes de auxiliar os professores na educação primária, um programador acompanhava as ações e podia fazer modificações em comandos, ações e comportamento do robô.

O estudo mostrou que os robôs estariam prontos para relações autônomas com as crianças, com exceção da resposta ao toque - que é muito importante nas relações comportamentais.

A cada dois minutos o programador podia enviar um byte para o QRIO, para os pesquisadores esse simples byte é justamente a chave para o sucesso na interação autônoma entre robôs e as crianças.

Os laços comportamentais entre as crianças e o robô cresceram ao longo do projeto, que passaram a tratar o QRIO mais como um amigo que um brinquedo. Quando a bateria do robô está perto do fim, ele se deita como para dormir, as crianças então o cobrem e dão boa noite.

As crianças passaram a respeitar o robô, tocando-o com mais cuidado, evitando colisões e dando abraços voluntários.

Segundo os pesquisadores, estamos muito próximos de encontrar robôs capazes de interagir de maneira autônoma com as crianças. Os objetivos do projeto agora são de aperfeiçoar a interação e preparar um robô para ser utilizado no aprendizado das crianças, auxiliando um professor.

Assista ao vídeo:

 

Fonte: IDGNow
Edição: F.C.
09.11.2007


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