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Publicado em: 10/10/2007

Caxumba também é coisa de adulto

É difícil saber quantas pessoas estão hoje com caxumba no país. Os casos da doença têm evolução benigna e não precisam ser notificados aos órgãos de saúde. O único estado do país que mantém os registros atualizados é São Paulo — tanto que foram computados, de janeiro a agosto deste ano, 191 doentes, na capital paulista e nas cidades de Campinas e Ribeirão Preto. Entre eles, estavam dezenas de adultos! Isso mesmo: adultos.

Considerado um mal tipicamente infantil, esse processo infeccioso — que causa mal-estar e deixa o doente de “molho” por duas semanas — está sendo detectado também na fase adulta. A tendência acendeu um sinal de alerta e motivou a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo a fazer uma campanha de vacinação da tríplice viral, a única capaz de prevenir a caxumba e, de quebra, sarampo e rubéola.

Aprenda um pouco mais sobre a caxumba, a doença, que antes era considerada coisa de criança, tem colocado muito adulto na cama.


1. Uma dose de vacina é insuficiente
A vacina tríplice viral começou a ser adotada na rede nacional de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1992, por meio de uma única dose injetável — recomendada para crianças com um ano de idade. Na época, verifi cou-se que 5% das crianças não tiveram uma boa resposta imunológica do organismo. A imunização perdia a eficácia depois de um tempo.

Para solucionar essa deficiência, a partir de 2004, uma segunda aplicação da vacina começou a ser recomendada em todo o país, em crianças de quatro a seis anos.

2. Quem deve tomar?
Jovens e adultos que nunca foram vacinados devem se dirigir a uma unidade de saúde mais próxima e receber uma única dose. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, responsável pela produção da vacina no Brasil, a tríplice viral só é contra-indicada para:
● mulheres grávidas;
● pessoas com câncer e tuberculose (sem tratamento);
● pacientes que estejam sendo submetidos a medicamentos com imunossupressores, como pessoas que fi zeram transplantes de órgãos.

3. Transmissão pelo ar
O agente causador da caxumba é o vírus Paramyxovirus, transmitido por gotículas de saliva que se disseminam no ar. A pessoa se infecta, portanto, pela respiração. A pediatra Helena Sato, coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, explica que a maioria dos pacientes infectados com o vírus nunca tomou a vacina ou, então, só se imunizou com a primeira dose.

4. Efeitos do vírus
O vírus atinge o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo, e fica incubado por até 15 dias. Depois surge o sinal característico: a inflamação das glândulas salivares (parótidas). Resultado: o rosto fica inchado e há dores e febre de até 38,5 graus.
 

5. Ela pode ‘descer’
Nos homens, uma seqüela possível em 10% das vítimas é a orquite (inflamação dos testículos). “Mas ela não costuma causar esterilidade”, diz Helena Sato. Essa complicação gera um incômodo que dura até três dias — e só. Algumas mulheres desenvolvem ooforite (inflamação dos ovários). Apenas casos raros evoluem para a meningoencefalite, uma inflamação do sistema nervoso central, com febre alta, vômitos e sonolência. “Os sintomas duram três dias e o tratamento é igual ao da caxumba”, explica.

6. Isolamento impede contágio
Assim que os sintomas aparecem, a doença pode ser transmitida. “Por isso, é preciso isolar o paciente. O período de contágio dura até 22 dias”, esclarece Helena Sato. Não há tratamento específico. “É necessário repouso”.

E, nesse período, os médicos tratam somente os sintomas com remédios para combater a febre e analgésicos para a dor”, diz a médica. Ao mesmo tempo, as pessoas que convivem com o paciente precisam ser vacinadas com a tríplice viral. “Duas semanas após a aplicação, a pessoa já estará imune”, garante Sato.

Fonte: Viva Saúde
Edição: Clarissa Poty
10.10.2007


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Comentários

  • Jessica disse: Ola, gostaria de saber mais sobre esse assunto. Quando um homen tem e dece pros testiculos permanece por muito tempo ? tem que fazer alguma cirurgia? Como funciona muitas pessoas dizem que isso permanece por muito tempo, mais quero mesmo saber d um especialista no assunto pois existe muitos boatos ne.. Grata. Jéssica


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