Publicado em: 30/06/2011
Agitação típica dos meninos não é inata
Em geral, os bebês do sexo masculino são mais ativos fisicamente. E essa característica persiste por toda a infância. Mães e pais exaustos sabem bem que os meninos chutam, balançam os braços e correm pela casa bem mais que as garotas. A diferença pode se manifestar antes do nascimento, embora nem todos os exames pré-natais revelem diferenças de movimento fetal entre os sexos. Ainda assim, a disparidade é clara durante o primeiro ano e tende a aumentar, segundo análise de mais de 110 estudos realizada pelo psicólogo Warren Eaton, da Universidade de Manitoba, no Canadá.
A pesquisa revela que meninos são, em média, mais ativos do que 70% das meninas – diferença maior do que a observada em relação a habilidades linguísticas e matemáticas.
A agitação masculina poderia ser explicada pelos hormônios sexuais – em especial, por uma relativa abundância de testosterona no útero materno. Porém, apesar de a diferença de comportamento entre os sexos continuar aumentando durante a infância, dos 6 meses à puberdade não há nenhuma especificidade hormonal – o que leva a crer que a criação seja o único elemento responsável pela disparidade.
Pesquisas indicam que as garotas são mais desencorajadas pelas mães a correr riscos físicos do que os meninos. É comum o pai incentivar mais as crianças a se aventurar do que a mãe, mas não há estudos que digam se essa postura paterna é mais voltada para os meninos.
Também os colegas exercem pressão para que as crianças se comportem como esperado: em grupos só de meninos, eles estimulam a atividade uns dos outros, enquanto as meninas mais ativas tendem a se acomodar quando estão entre amigas mais pacatas.
Além disso, elas começam a praticar esportes mais tarde, param mais cedo e, em geral, participam menos de equipes do que os meninos. O resultado se vê no aumento da obesidade e dos diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Os garotos, em geral, passam mais tempo se movimentando, mas as meninas também se beneficiam dos efeitos mentalmente revigorantes dos exercícios físicos.
Fonte: Mente e Cérebro
Edição: F.C.
30.06.2011
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