Notícias

Tamanho da fonte: a- A+

Publicado em: 09/11/2007

A tendência é mundial: a terceira idade conectada na internet

Você é muito jovem, tem entre 16 e 18 anos. Dona Léa Abreu Faria tem 68, e isso os torna de gerações diferentes e distantes. Você e sua galera, no entanto, têm um ponto em comum com dona Léa e uma infinidade de pessoas da terceira idade: a paixão pela internet.

Senhorinha esperta que é, a brasiliense Léa viu nessa tecnologia a chave para uma vida mais alegre e sem fronteiras. “O computador não olha idade”, diz ela. “Através dele eu passeio pelo mundo, faço amigos e não dependo mais dos almoços de domingo para falar com meus netos.”

A alegria de dona Léa vem de uma semana para cá, justamente quando aprendeu a usar na internet o programa de bate-papo instantâneo. Dona Léa é, na verdade, apenas um exemplo de uma relação de mão dupla que cresce cada vez mais no País entre a tecnologia e a terceira idade – uma relação de conquistas recíprocas.

Segundo o Ibope, cerca de 1,2 milhão de internautas brasileiros estão beirando os 60 anos. Os índices apontam ainda que pessoas aposentadas ficam conectadas, em média, 36 horas por mês. Mais: a terceira idade passa tempo maior no computador, se comparada aos adultos na faixa etária entre os 25 e os 34 anos.

A tendência é mundial. Nos EUA, por exemplo, cerca de 90% dos idosos acessam regularmente a internet. Na Alemanha, Japão, Luxemburgo, Bélgica e Holanda mais da metade da população da terceira idade se vale do computador como meio de comunicação. A solidão e os cursos de informática, cada vez mais numerosos e mais didáticos, são responsáveis por essa nova geração da internet.

Segundo o Ibope/NetRatings, o serviço mais acessado por pessoas com mais de 60 anos é o programa de mensagens instantâneas, seguido por um software de telefonia pela rede. Outros favoritos são os sites de bancos e de notícias.

Uma advogada paulista de 66 anos, começou a usar a máquina timidamente – e profissionalmente. “Só fazia minhas petições”, diz ela. Nunca fez curso, foi autodidata. “Hoje tenho até uma página na rede, no programa Orkut, porque assim meus amigos acompanham a minha vida.” O que mais faz pela internet, no entanto, é enviar flores. “É prático e muito gostoso escolhê-las, elas chegam mais bonitas. Mas quero avisar que gosto de ganhar flores também através da rede.”

Se no começo da relação com o computador até os botões podem assustar, o certo é que o digita-daquidigita- de-lá vai dando desenvoltura e ao longo do tempo muitas pessoas passam a procurar até uma cara-metade pelo computador.

Existem portais que se voltam quase exclusivamente à terceira idade, existem há anos e contam com milhares de idosos brasileiros cadastrados. Ao navegar pelas páginas é possível encontrar a ficha técnica, com fotos e preferências de cada um, o suficiente para começar uma paquerinha.

Segundo uma usuária: “Encontrar um amor pela internet é possível, mas é preciso tomar cuidado e freqüentar sites confiáveis com tradição no mercado. O idoso já viveu quase tudo em vida e não quer perder tempo com trotes e molecagens.”

 

Fonte: Revista Istoé
Edição: F.C.
09.11.2007


[x] Fechar






[x] Fechar





Comentários

    Nenhum Comentário Cadastrado.

Rir é o Remédio