Publicado em: 12/03/2010
A hora da conquista
Quando o assunto é homem, algumas perguntas não deixam de assombrar os pensamentos das solteiras. Entre elas, “será que ele está a fim de mim?”, “será que ele vem falar comigo?”, “e se eu for conversar com ele, será que ele vai me achar fácil demais?”. Você pode ser uma solteira de 20 anos ou ter passado dos 30 há um tempinho, mas as inseguranças em relação ao que eles vão pensar permanecem. Mas, afinal, vale a pena partir para o ataque?
Cansadas de esperar sentadas, algumas mulheres dão o ponta pé inicial no jogo do amor e não se intimidam na hora de puxar papo com um homem na noite ou até mesmo chamar aquele colega do trabalho para sair. Afinal, sem arriscar o “não” é certo. Quando se tenta, o “sim” passa a ter 50% de chance, não é verdade?
Flávia*, de 25 anos, prefere quando os homens tomam a iniciativa, mas garante que não fica parada se o cara que ela achou interessante não chega junto. Ela adotou uma técnica simples e na maioria das vezes eficaz: encarar o alvo por alguns segundos, esperar ele perceber e dar um risinho desviando o olhar. O objetivo é fazer o rapaz entender que ela está a fim.
“Eu costumava frequentar a mesma boate e reparei em um cara que também estava sempre por lá. Ele era uma gracinha, mas percebi que só ficava na rodinha dos amigos e não olhava muito para os lados. Um dia resolvi tentar. Me posicionei de frente para ele e dei várias encaradas. Desviava o olhar e sorria, fingindo que estava sem graça, mas depois eu olhava de novo. Quando finalmente ele tomou coragem e me chamou para conversar, eu perguntei se ele era míope, porque ele demorou muito para vir falar comigo. Nós dois rimos e ele confessou que era tímido. Graças à piadinha, o clima ficou mais descontraído”, conta Flávia. A técnica utilizada rendeu troca de telefones, e-mails e até um jantar.
Se quem estiver na mira for mais distraído, encarar nem sempre é o bastante. Ele pode não estar a fim de você e, por isso, não fazer nada. Mas ele também pode ter a autoestima baixa e achar que não é com ele. Nesse caso, é preciso fazer algo mais.
Não é todo dia que Gisele*, de 29 anos, toma a iniciativa. Ela precisa achar que vale muito a pena. A abordagem é discreta. Joga a isca e vê no que vai dar. Se o peixe não morder o anzol, ela não insiste. “Eu tenho meus limites. No máximo puxo um papo e mostro que estou interessada na conversa. Às vezes, o cara nem tinha pensado em chegar em mim, mas acaba se interessando também”, revela. Foi assim no dia em que viu Miguel* pela primeira vez. “Fui ao banheiro e, quando voltei, ele estava conversando com as minhas amigas. Descobri que era um amigo delas e, disfarçadamente, pedi para me apresentarem. Saí para pegar uma bebida e na volta parei ao lado dele. Começamos a conversar e, mesmo que eu saísse da roda por alguns instantes, era só eu voltar que ele vinha falar comigo de novo”, relembra Gisele.
Verdade seja dita, a maioria dos homens valoriza a conquista. Se a mulher for muito fácil e ele não precisar se esforçar nem um pouquinho, pode perder a graça. Mas dar o primeiro passo não torna a conquista menos desinteressante, se você souber até onde pode ir.
Mário*, de 34 anos, resolveu colaborar com a gente e abriu o jogo. Apesar de não se sentir intimidado quando uma mulher toma a iniciativa, ele diz que odeia quando elas são diretas e agressivas. “Quando as mulheres fazem papel de homem e já chegam perguntando se podem me beijar, eu não deixo. Se nem elas gostam quando o homem faz isso, por que repetem esse comportamento agressivo?”, reclama.
Se o “approach” for mais discreto, Mário vê a mulher com outros olhos. “O que mais funciona é quando a garota encontra uma boa desculpa para puxar conversa. Como eu sou repórter, uma vez fui passar uma temporada trabalhando em uma emissora de Minas Gerais. Saí com uns amigos para a balada e uma mineira me abordou dizendo que gostava das minhas matérias na televisão e que ela era estudante de jornalismo. Ficamos conversando sobre a nossa profissão durante um tempo. Só depois ela disse que adoraria fazer um intercâmbio cultural, já que eu sou do Rio de Janeiro e ela era de Belo Horizonte. Depois da brincadeira, eu percebi as reais intenções dela e nós ficamos”, lembra Mário.
Pois é, já se foi o tempo em que a mulher ficava esperando o pretendente bater à porta. Hoje, somos capazes de dar as cartas. Quem opta por ser direta, não precisa ter medo de ficar com fama de galinha. Se o gato achar que mulher “direita” não deve chegar em homem nenhum, ele já perdeu muitos pontos por ter uma mente tão pequena em pleno século XXI.
Amanda*, de 26 anos, está namorando, mas relembra os “causos” da solteirice sem arrependimento algum. Quando tudo parecia perdido, era só aparecer um gatinho que ela logo tomava uma atitude para movimentar a noite. “Avistei um menino que era uma gracinha no meio da multidão e achei que o conhecia de algum lugar. Demorou para cair a ficha, mas me toquei que já tinha ficado com ele. O problema é que eu não lembrava nem o nome. Resolvi falar com ele mesmo assim. Abri o jogo e disse que já tinha ficado com ele. Papo vai, papo vem, passamos o resto da noite juntos. E a história ainda rendeu outras ficadas. Se ele condenasse a minha atitude, não teríamos saído outras vezes”, conta Amanda.
Em situações como essas não existe receita de bolo. Às vezes dá certo, às vezes não dá. Mas, cá entre nós, mesmo se a investida for por água abaixo é sempre divertido ter histórias para contar. O importante é não passar dos próprios limites para não ficar se culpando depois.
*Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados
Fonte: iTodas
Enviada por JC
Edição: F.C.
12.03.2010
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