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Publicado em: 26/11/2007

A alegria equilibra a pressão: fatores ligados ao estilo de vida

Quando o assunto é hipertensão (doença que não provoca sintomas e é caracterizada pe lo aumento da pressão arterial), a maioria dos casos é associada a herança genética, má alimentação (abuso de sal e gordura), consumo excessivo de álcool, fumo e peso extra.

Mas há outros fatores ligados ao estilo de vida que podem alterar o fluxo do sangue nas veias e o ritmo cardíaco. Alguns especialistas admitem, por exemplo, que uma dose generosa de alegria é capaz de melhorar a circulação sangüínea, fazer as energias fluírem, proporcionar bem-estar e contribuir com uma pressão normal.

A relação entre emoção e pressão arterial foi notada recentemente até pelos economistas Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Grã- Bretanha, e David Blanchflower, do Dartmouth College, nos Estados Unidos. Após avaliarem 15 mil pessoas de 16 países europeus, os pesquisadores observaram que nas nações onde os cidadãos se diziam mais felizes (nesta ordem, Suécia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda e Irlanda) os índices de hipertensão eram mais baixos.

De bem com a vida

Para os médicos, pessoas bem-humoradas e felizes têm menos chances de adoecer. As pessoas otimistas são menos estressadas e agem de maneira equilibrada frente às pressões profissionais, desilusões e perdas. A pressão alta está relacionada a uma série de fatores hormonais, que são alterados quando há variações de ordem emocional.

A tensão diária libera, por exemplo, catecolaminas em excesso na corrente sangüínea. Estes hormônios provocam o fechamento de algumas artérias, favorecendo a hipertensão. O estresse também pode elevar a pressão arterial em pacientes saudáveis e dificultar o controle em pacientes já medicados. Por isso, acredita-se que o controle da pressão arterial, portanto, não está definitivamente nos remédios, mas dentro das próprias pessoas.


10 PASSOS PARA COMBATER A HIPERTENSÃO, SEM REMÉDIOS

1- Aprenda a lidar com questões emocionais, como a ansiedade e o estresse.

2- Reflita sobre seu modo de vida e procure avaliar seus hábitos de alimentação, horas de trabalho, de sono, lazer e principalmente encontre atividades que lhe ofereçam prazer, dentro do trabalho e com a família.

3- Aprenda a "respirar fundo" sempre que se sentir pressionado ou tenso. Quando estiver a ponto de explodir, pare por alguns instantes e respire. Inspire e expire de forma lenta, profunda, expandindo e esvaziando completamente os pulmões, utilizando, para isso, o abdômen e o diafragma (principal músculo envolvido no ato de respirar e que separa o tórax da cavidade abdominal).

4- Na hora do aperto, quando a pressão subir mesmo, sente-se calmamente e faça massagens nos pés, para que a energia e a circulação desçam para esta região, diminuindo a pressão no coração.

5- Opte por atividades físicas que lhe dêem alegria e prazer.

6- Diga adeus à preguiça e ao mau humor.

7- Se alguém o estiver pressionando além da conta, seja claro! Diga para que se acalme. Esta atitude também vai ajudar a outra pessoa, se for predisposta à pressão alta, a não se tornar um hipertenso.

8- Seja menos exigente consigo mesmo e não tente mudar o comportamento só para agradar os outros.

9- Questione suas prioridades na vida e faça escolhas que protejam sua saúde física e mental.

10- Tenha hábitos de vida saudáveis, controle o peso e não fume. Além da dieta sem sal
 

Cardiologistas recomendam que, além de reduzir a quantidade de sal e gordura no cardápio, o hipertenso ou com predisposição ao problema invista em uma alimentação saudável (que inclua ingredientes como alho, cebola, aipo, peixes) e procure emagrecer, se necessário.


Exercícios específicos

Já fisiologistas e preparadores físicos, indicam técnicas de alongamento associadas a exercícios respiratórios, para diminuir a freqüência cardíaca e a pressão arterial. Além de esportes de menor impacto, como natação, ciclismo e corrida, durante 20 a 60 minutos e de três a cinco vezes por semana.

Mas anote as atividades proibidas aos hipertensos: exercícios de grande impacto, como musculação com cargas máximas, algumas lutas, bem como provas de velocidade e de potência muscular máxima.



Fonte: Revista Viva Saúde/Ed. 42
Edição: F.C.
26.11.2007


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