Tratamento para tumor benigno substitui a cirurgia

Acaba de chegar ao Brasil um tratamento que pode substituir a cirurgia para a retirada de tumores benignos de pele. Só no ano passado, esse tipo de câncer, conhecido como carcinoma, atingiu cerca de 120 mil brasileiros

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Acaba de chegar ao Brasil um tratamento que pode substituir a cirurgia para a retirada de tumores benignos de pele. Só no ano passado, esse tipo de câncer, conhecido como carcinoma, atingiu cerca de 120 mil brasileiros.

O método, que tem a vantagem de não deixar cicatrizes, combina a aplicação do Metvix, cujo princípio ativo é o cloridrato de aminolevulinato de metila, e a Terapia Fotodinâmica, feita com uma lâmpada do tipo LED. "Com a emissão de luz, o medicamento provoca uma reação química que destrói as células cancerosas" explica a dermatologista Maria Claudia Almeida Issa, que faz doutorado no assunto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo estudos científicos realizados com o medicamento, a eficácia varia de 80% a 95% para os carcinomas e de 80% a 100% para as lesões pré-cancerígenas. Segundo a médica, são contra-indicadas pessoas que sofrem de porfiria, uma rara doença metabólica, ou que tenham sensibilidade a algum componente do remédio.

Segundo a dermatologista, a nova terapia ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde. O preço varia de acordo com a área atingida pelo câncer e com o profissional escolhido. É possível saber quais as clínicas que realizam o procedimento no Brasil no site www.tratecancerdepele.com.br.

Prevenção

O câncer de pele é o mais comum entre os tumores e pode ser benigno ou maligno. O primeiro tipo, o carcinoma, tem incidência alta e é mais freqüente em áreas expostas ao sol, como face, braços e mãos. Esse tipo de tumor não costuma ser fatal, mas deve ser tratado. Já o segundo tipo de câncer, o melanoma, constitui 5% a 7% dos casos e pode levar à morte quando não diagnosticado a tempo.

A principal forma de prevenção do câncer de pele é o uso de filtros solares. Os raios ultravioletas alteram a camada superficial da pele, provocando descamações conhecidas como queratoses. A partir delas, o sol atinge as camadas mais profundas da pele.

As pessoas de pele clara estão mais sujeitas ao câncer e devem fazer o auto-exame regularmente. É fundamental procurar o dermatologista sempre que houver pintas que mudam de cor ou de aspecto, assim como feridas que não cicatrizam. As lesões não costumam doer ou coçar e são percebidas visualmente ou por biópsia.

Fonte: Uol Saúde
Edição: Pedro Jansen
22.03.07

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