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Se você sente arrepios quando escuta música, seu cérebro pode ser especial

Pesquisador descobriu que ouvintes que se emocionam com música têm estruturas cerebrais diferentes, em comparação com os que não se sentem tocados.

13/11/2017 10:08:00 - Postado há 6 dias

Quando Alissa Der Sarkissian ouve a música "Nude", do Radiohead, seu corpo muda. "Eu meio que sinto minha respiração indo com a música. Meu coração está batendo mais devagar e me sinto mais consciente tanto das emoções da música quanto da resposta do meu corpo", descreve Der Sarkisian, amiga de Matthew Sachs. O norte-americano, estudante de doutorado, publicou uma pesquisa em 2016 em que investiga pessoas que, como sua amiga, sentem arrepios ouvindo música.

Ficar com um nó na garganta por causa de uma canção é algo bastante raro. Para descobrir como esse sentimento se desencadeia, Sachs desenvolveu um estudo com indivíduos que asseguram sentir calafrios durante a execução de algumas músicas.

Em sua pesquisa em Harvard, ele examinou os cérebros de 20 alunos. A metade admitia experimentar os sentimentos acima mencionados, enquanto os demais não sentiram absolutamente nada. O que ele descobriu foi que os ouvintes que se emocionam com música têm estruturas cerebrais diferentes, em comparação com os que não se sentem tocados.

A pesquisa mostrou que eles possuem um volume mais denso de fibras que ligam seu córtex auditivo a áreas que processam emoções, o que significa que os dois podem se comunicar melhor.

As descobertas de Sachs foram publicadas no Oxford Academic. "Se você tem um número maior de fibras e maior eficiência entre duas regiões, você é uma pessoa com um processamento mais eficiente. Se tem arrepio no meio de uma música, é mais provável que você nutra emoções mais fortes e intensas", disse o pesquisador.

Em alguns casos, no entanto, essas sensações podem estar associadas a memórias ligadas a uma determinada música, um parâmetro que não se pode estabelecer em laboratório.

Embora o estudo tenha sido pequeno, Sachs trabalha agora em pesquisas que analisarão certas reações do cérebro ao ouvir música. Ele espera entender de que maneira as causas neurológicas para essas reações poderão ser aproveitadas em tratamento para distúrbios psicológicos. "A depressão causa incapacidade de experimentar o prazer das coisas cotidianas", diz ele. "Você poderia usar música com um terapeuta para explorar seus sentimentos."


Fonte: UOL
Enviada por JC
Edição: F.C.

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