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Falar em cura do Autismo é o mesmo que falar de cura gay

Hoje, precisamos é levar as questões de frente e buscar alternativas e melhorias.

26/10/2017 10:58:00 - Postado há 24 dias

Não se deixe iludir, essa é a principal lição que você precisa aprender quando o assunto é Autismo. Falar em cura do Autismo é o mesmo que falar de cura gay. Primeiro, porque até hoje não se tem conclusões em torno do espectro e, em relação a ser gay, bem, isso não é doença. Então, guardadas as devidas proporções, dois absurdos que só iludem famílias, engordam os bolsos de charlatões e criam falsas ilusões. Você precisa buscar tratamentos e terapias que ajudem a melhorar a qualidade de vida dos portadores do espectro. Isso é possível e muito eficiente. No mais, é aceitação e briga por inclusão.

E nessa batalha diária me junto a milhares de pessoas que lutam para quebrar barreiras, defender direitos e exigir do poder público mais dignidade e espaço para os deficientes, em geral. Dizer que seu filho deixou de ser autista e agora é só um menino “tímido, um nerd esquisito”, não ajuda nem a ele e nem a causa. Hoje, precisamos é levar as questões de frente e buscar alternativas e melhorias.

Dietas radicais e tratamentos alérgicos
Eu entendo bem o desespero de muitos pais. Em uma sociedade cruel e nada inclusiva, tentar garantir que seus filhos sejam o mais “normal” possível é uma missão de amor, de tentar fazer com que a vida deles seja menos difícil. Só que, na verdade, os jovens continuam dentro do espectro, lutando internamente, e muitas vezes solitariamente com suas estereotipias e dificuldades em se adaptar às regras sociais. Por isso, esconder ou camuflar não ajuda, só prejudica.

Não se deixe enganar. Até hoje, em nenhuma parte desse planeta se chegou à cura do Autismo. Existem dietas radicais, tratamentos alérgicos, terapias, várias experiências bem sucedidas, mas nada disso significa CURA. Pensar nisso é cair em uma armadilha que muitos se beneficiam, menos os seus entes queridos e os outros portadores do espectro. Lute, batalhe e não aceite cortinas de fumaça. Quanto mais transparente, melhor.

 

Fonte: UOL/Claudia Silva Jacobs
Enviada por JC
Edição: F.C.

1 comentário

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31 de outubro de 2017 Caroline Rocha

Ótimo texto!
Sei bem como funciona esse "ramo" do mundo autista. Venda de uma cura que, infelizmente, não chegará.
Que Deus guie e proteja nossas famílias e nossas crianças/adolescente/adultos com autismo.
Abraço fraterno

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